BEM VINDOS AO BLOG OFICIAL DOS MISSIONÁRIOS DE NOSSA SENHORA DE LA SALETTE, EM ANGOLA

Actualizado, aos 17 de Junho de 2010































































































































































































































































DIRECTOR: Pe.António dos Santos TCHINDAU, MS
































































































































































































































































REGIÃO MARIA RAÍNHA DA PAZ - ANGOLA

REGIÃO MARIA RAÍNHA DA PAZ - ANGOLA
MEMBROS DA REGIÃO DE ANGOLA EM CAPÍTULO 2009

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

A HISTÓRIA DE UMA VOCAÇÃO

A formação sacerdotal tem um caminho longo a percorrer. Muitos partem com muita força para uma meta e não alcançam tal meta e perdem-se no caminho. Os que chegarem à meta têm muitas experiências a contar. Altos e baixos contam, avanços e recuos contam, quedas e levantamentos contam…etc. E as experiências que são contadas pelos caminhantes são diversas e muitas delas, ou pelo menos uma, merecem uma especial atenção. O Angola SaletteInfo foi às encruzilhadas e colheu uma experiência vocacional muito rica de um Padre. Trata-se do Padre Eurico Piyali, Cerimoniário da Diocese de Benguela. Para Padre Piyali, Deus escreve direito em linhas tortas. Afirmou isto porque, de facto os caminhos que se usaram para ele chegar a Padre são realmente de admirar. Tudo começou assim: já cedo Eurico era um cristão activo na Paróquia de Sto.António – Benguela. Até, por sinal, trabalhou fortemente com o grupo juvenil daquela Paróquia. O Sonho de ser sacerdote surgiu-lhe através do gosto pela Bíblia que lia nos momentos livres e sobretudo nos momentos mais difíceis da sua vida. A ser assim, entrou no grupo vocacional depois ter terminado a 8ª classe e recusou o pedido que se lhe fez de fazer provas de Admissão ao Seminário. Concerteza, isto não agradou a irmã Rosário (Doroteia) que acompanhava os vocacionados. Por isso, afirma o Piyali, foi-lhe dado um mandato de captura e este falhou. Isto provocou no Piyali uma ruptura e o sonho de ser padre se esmagou e todas as esperanças se foram. Já não mais queria ser Padre. Nasce-lhe um novo sonho. Desta vez Piyali queria ser médico, o que implicava estudar medicina. Tentou ingressar duas vezes no IMS e tudo caiu em saco roto. Pensou em fazer matrículas no IMNE, mas não arriscou porque ser professor, para ele, era tudo à esquerda. Assim, ficou dois anos sem estudar. Para compensar esta vacância, optou por fazer negócios, viajando de “catroncas” do Lobito para o Sumbe. Neste entretanto, o sonho de ser presbítero renasce com novo vigor. Tudo foi graças a leitura orante da Bíblia, de que era amigo. Nesta leitura bíblica o que mais o marcou foi o relato da Paixão. De saber que há alguém que morreu pelos nossos pecados, isto foi para Piyali muito comovente. Mas o regresso ao grupo vocacional foi-lhe pesado tendo em conta a maneira como deixou este grupo. Agora a vida de negócios já era. Decidiu optar pela intelectualidade, fazendo o curso de Informática. Ai no curso se encontrou com alguns colegas que, por sinal eram os Padres José Inácio Hilieke, José Francisco e Gabriel Mussungu. Segundo Piyali, estes Padres assumiram um papel preponderante no que tange à sua vocação. No fim do curso de informática, Piyali e os Padres foram considerados os melhores alunos. Por isso, Padre José Inácio Hilieke prometeu emprego ao Piyali. O Pai que se encontrava gravemente doente há 4 anos constituía assim a maior dificuldade do momento. Pe.Inácio, que prometera emprego a Piyali veio a cumprir. Tudo calhou num momento em que o Bispo quis dar uma nova meta ao Seminário Maior do Bom Pastor. Um recepcionista e um guarda eram necessários neste projecto do Bispo. Piyali, por influência do Pe.Inácio, foi aceite pelo Bispo como novo funcionário do Seminário ocupando a pasta de recepcionista. Em Julho de 1995 Piyali tomava a posse como recepcionista. O trabalho de recepcionista, como se sabe, é aquele de acolher visitas. É o que Piyali fazia. Ficava todos os dias na casota que se localiza naquele portão que dá acesso à praça da Caponte, passando pela cerâmica. Era portador de um rádio Motorola, com o código “cambio”, que usava para se comunicar com o Padre Estêvão Binga e com a Irmã Manuela. Quando chegassem as visitas Piyali comunicava à Direcção e esta comunicava aos respectivos seminaristas que atendiam as suas visitas na casota do Piyali. Foi nesta altura, trabalhando como recepcionista, que Piyali se lembrou do seu sonho de ser Padre. A sua vocação foi realimentada pelo Padre José Dias Tumoma, que era seminarista de Filosofia, no seu último ano. Voltou outra vez ao grupo vocacional. Em Setembro de 1996 entrou no Seminário Propedêutico e deixou este trabalho de recepcionista. Ainda quase que deixava o seminário em segredo, por se ter sentido desmotivado. Mas graças ao Sempiterno, isto não aconteceu. Continuou para nunca mais sair. Eurico Piyali Pinto nasceu ao 27 de Março de 1976, na Kahala – Huambo; foi Baptizado aos 11 de Dezembro de 1977 na Missão de Quipeio; recebeu 1ª Comunhão em 1991 e a confirmação em 1992. Em Setembro de 1995 entrou no Seminário. Fez o Propedêutico de 1996-1998; Filosofia de 1998-2001; Teologia de 2001-2 005. Em 2002 foi nomeado Cerimoniário da Diocese. No dia 7 de Agosto de 2005 foi ordenado Diácono na Paroquia do Cubal e aos 30 de Julho foi ordenado Presbítero Curiosamente, Piyali, fez o estagio diaconal, no Seminário de Filosofia, lá onde foi recepcionista. E depois da ordenação presbiteral foi nomeado membro de direcção do mesmo seminário. Deus escreve direito em linhas tortas. Pe.António Tchindau, MS

MISSÃO DO NDUNDE - GANDA JÁ TEM 80 ANOS

os Missionários da Congregação do Espírito Santo, já residentes em Angola fizeram um pedido ao governo português de fundar uma missão nas terras da Ganda. O pedido foi aceite. Assim, aos 26 de Julho de 1927, foi fundada a missão numa parcela de 500 hectares. O seu primeiro missionário chamou-se Figueiredo. O primeiro a ser baptizado na Missão chama-se João, nasccido aos 21 dias do mês de Agosto de 1927, filho de João e Cipriana. Desta Missão foram solicitados muitos catequistas para ajudarem na evangelização na área da Missão do Bailundo e outros pontos onde a fé já era notória. Até 1932 os baptizados eram contados cerca de 4 mil. Neste mesmo ano instalaram no Ndunde um seminário que, mais tarde, foi transferido para o Quipeio.Em 1946, com a chegada dos Missionários Saletinos, a Missão passou completamente a ser orientada por eles. Dos oito padres saletinos, que pisaram o solo angolano em 1946, ficaram 5 na Ganda: PP.Emílio Truffer, Rafael Meichtry, Otmar Schweizer, Eduard Jud e João Damann. Em 1947, desta Missão desmembra-se a Missão de Tchindjendje. Os padres dedicaram-se, com zelo apostólico, à evangelização e à formação. Mas faltavam irmãs para formarem as raparigas e tratarem dos doentes. Assim, em 1950 aparecem as primeiras irmãs: eram do Santíssimo Salvador. A missão feminina começa também com a creche e a escola doméstica. Uma obra muito grande realizada pelos padres Saletinos foi a construção da escola de evangelistas, fundada em 1962 (fica para reter que Ndunde foi a primeira Missão a albergar a escola de evangelistas ). O padre José von Rickenbach foi encarregado da formação de evangelistas; uma obra que fez escola em Angola, cuja influência espiritual e missionária é incalculável. A Missão já deu muito fruto à Igreja e à sociedade civil. Figuras como Dom Francisco Viti, Padre Eduardo Alexandre (Vigário da Diocese), Padre Miguel Pequenino (secretário do prelado ) e tantas outras personalidades. A Missão tinha uma grande tipografia, onde foram impressos os primeiros livros em umbundu. Ganda era a Missão principal dos padres de La Salette em Angola: sede do distrito, depois da vice-província e região. É lá onde se fazia o retiro anual de todos os membros (hoje é feito no CESAFE- Lubango) e tiveram lugar as reuniões importantes para resolver os problemas das missões. Em 1980, a Missão ficou abandonada por causa da guerra fratricida que Angola conheceu e o pessoal missionário teve que mudar para a cidade da Ganda (Lomba). Em 1992, o pessoal missionário volta para a sede da Missão onde permaneceu até 18 de Julho de 2000, dia em que foram raptados os missionários ai residentes (Pe.Hatewa e Pe.Tchingandu que esteve em visita canónica, e irmãs Saletinas). Neste mesmo ano, por causa ainda de muitos ataques e saques, a Missão ficou, de novo, abandonada e a sua reabertura veio a realizar no dia 30 de Agosto de 2003 com a celebração dos 75 anos da fundação da Missão, com uma Missa presidida por Dom Óscar Braga. Graças a Deus. Durante a Missa dos 80 anos o Pe.Adriano Ngungu salientou a figura de Maria como Mãe que cuida sempre dos filhos. O sacerdote deu um relance histórico da aparição de Maria em Fátima, relançando todo o contexto desta aparição, as exigências da mensagem e não só. Lembramos que a Missão do Ndunde tem como P
adroeiro Nossa Senhora de Fátima. Alias, é primeira Igreja das dedicadas à Nossa Senhora de Fátima aqui em África. Pe.Adriano destacou também a necessidade imperiosa que todos os angolanos têm de sustentar a PAZ que estão a viver. E, para secundar a sua convicção, disse: «que seria do agricultor que deitasse uma semente à terra e não a cuidasse? A semente acabaria por morrer, não daria nada, não haveria colheita»! Para tal é preciso dar todo o empenho, rezando o terço todos os dias. A Missa foi animada com todos as cores, com pompa e circunstância próprias duma celebração de 80 anos de existência. Parabéns, Missão do Ndunde! Pe.António dos Santos Tchindau, MS
La Salette Palavras, Sinais, gestos, atitudes...Uma leitura espiritual "Aproximai-vos meus filhos, não tenhais medo" - um convite à Ressurreição Sempre que se fala da Aparição de Maria em La Salette e da sua Mensagem, é tendência comum de quem já ouviu falar dela pensar naquela imagem em que Nossa Senhora aparece com o rosto entre as mãos, a chorar, como se a mensagem fosse de lágrimas, a anunciar o sofrimento, a dor, o luto e até a morte. De facto, o "fardo" que Maria suporta por nós não consiste senão na decadência espiritual, moral e religiosa da humanidade, simbolizada pelas crianças adormecidas, fechadas, resistentes, num primeiro momento, à graça do alto( vejamos a atitude defensiva de Maximino ante a assustadora "realidade": " Vá! Guarda a tua vara; eu guardo a minha e dou-lhe com ela se nos importunar..." ). À tal realidade não pode estar indiferente uma Mãe que ama verdadeira e ternamente os seus filhos, encafuados nas mais variadas amarguras quer físicas quer, e sobretudo, espirituais, criando nEla uma comoção tal que a olho nu dos videntes se transforma em "rio" de lágrimas. Com elas ( as lágrimas) Maria quer insinuar o sentimento ou a atitude que toda a criatura humana "pecadora" devia tomar dada a sua recusa propositada e obstinada do milagre da cura espiritual operada e oferecida gratuitamente pelo Redentor sobre a árvore da cruz. Mas a Mensagem de Maria em La Salette, como o próprio Evangelho de Cristo, é sobretudo uma Mensagem de esperança; é uma janela aberta à única possibilidade de a humanidade encontrar novamente alívio e harmonia cósmica: voltar-se para Jesus Cristo e Cristo Ressuscitado, o único capaz de afugentar em nós os vampiros que nos empurram para o medo de nos aproximarmos do divino, das realidades celestes e do Reino, dando-nos a Sua Paz no Espírito Santo(Cf. Lc. 24, 36; Jo. 20, 19. 21-22. 26b) e que nos abre os olhos da fé à contemplação "confiante" do Seu rosto glorioso, a ponto de reconhecermos, como Tomé, a sua divindade e o seu Senhorio(Cf. Jo. 20, 28). O "aproximai-vos meus filhos, não tenhais medo" de Nossa Senhora é um convite a deixarmos vazio o leito e o túmulo do nosso passado a que comodamente nos autocondenamos muitas vezes( medos, temores humanos, ciúmes, rancores, vinganças, desonestidade, individualismo, distrações, negativismos, ressentimentos, fofocas demolidoras, promoção de mentiras, desconfianças...) e ressuscitar, com Cristo, para uma vida digna de filhos de Deus convocados e consagrados a tornar real e visível a "caritas Dei" num mundo que teme o bem e olha com desdém os protagonistas da solidariedade, da amizade, da empatia ética, da ajuda, da alegria... Salientemos que o diálogo com os videntes só aconteceu depois que estes se levantaram e se aproximaram de Maria que, nessa altura, também se põe em pé. Só rompendo as barreiras do nosso egoísmo que nos separam uns dos outros e aspirando a uma visão mais positiva do outro e dos sinais dos tempos, na tentativa constante de procurar conformar-se à imagem de quem nasceu do Espírito, será possível um diálogo franco e uma reconciliação sem "caricaturas". Precisamos de nos levantar do sono da morte que nos inferniza, de sair das ligaduras que nos fecham ao Espírito e que tornam imberbe o nosso modo de pensar e de agir ante as encruzilhadas da história e aspirar às coisas do alto( Cf. Col. 3, 1). Configurar-se com Cristo e ser com Ele glorificado participando místicamente do mistério da Sua Morte e Ressurreição, o que exige ruptura com o ver, o julgar e o agir pura e simplesmente de acordo com o homem carnal(Cf. Rm. 6, 4-11.13.19), eis a vocação mais sublime do homem.
Pe. Celestino MUHATILI, MS

Mais obreiros para a messe do Senhor...Lermais..

Aos 26 de Agosto de 2007 na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, D.Óscar Braga da Catumbela ordenou mais 7 novos obreiros sacerdotes para a grande messe do Senhor. Dos 7 obreiros 6 são saletinos e um redentorista. Tratam-se de Belarmino Tchipundukwa, Joaquim Dongo Manuel, Jacinto Vikasi Kanganjo, João Kakweya, Fernando Miguel Kandjimbu, Tito Silvestre Kaluvi Alberto (Saletinos) e Mário Palanca (Redentorista). A Missa contou também com a presença do Provincial dos redentoritas, Pe.Joao Pedro e do Padre Venâncio Nunda Regional dos Saletinos, de muitos presbiteros, religiosos e religiosos para de outros convidados destacando a presença de entidade politco-administrativas locais. Foi uma grande festa animada liturgicamente pelo grupo da Fraternidade Saletina com cânticos angélicos que proporcionaram um momento impar de oração elevando as almas de todos os fiéis ainda presentes ao Sempiterno. O Padre Eduardo Alexandre, Vigário Geral da Diocese, chamado a fazer a homilia, destacou o valor intrínseco e extrínseco do Sacerdócio, baseando no Decreto " Presbiterorum Ordinis". O pregador não se esqueceu de esclarecer ao povo a importância que o sacerdote representa no seu seio, tendo em conta algumas situacoes já candentes. È necessário que o povo respeite os sacerdotes, não interessa a idade que eles tenham, mas sim são pessoas consagradas ao Senhor. São um “alter Christi”. O sacerdote não um empresário ou um director de qualquer empresa a quem podemos pedir tudo quanto quisermos, mas ele um dispensador de graças, o que ele pode dar a mais, rematou. Para os neo-sacerdotes isto é uma dadiva que vem de Deus. Quem sou eu para merecer esta tamanha graça!, exclamou um dos ordenados. Os novos obreiros vão continuar nos lugares onde fizeram o seu diaconado. Os Missionários saletinos contam com 57 Padres e trabalham nas dioceses de Benguela, Lubango, Huambo e Malange para alem da arquidiocese de Windhoek – Namíbia Por: Pe.António dos Santos Tchindau, MS