Nossos sacrários mantêm entre nós a realidade da Encarnação: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós..." E habita ainda verdadeiramente presente entre nós, não somente de uma maneira espiritual, mas com seu próprio Corpo – "Ave verum corpus, natum de Maria Virgine" canta a Igreja diante do SS. Sacramento: "Salve verdadeiro corpo, nascido da Virgem Maria, corpo que sofreu verdadeiramente e foi verdadeiramente imolado pela salvação dos homens".
Esta presença real da carne de Cristo (é uma carne viva, unida à alma e a divindade do Verbo, pois Jesus esta hoje ressuscitado) é admiravelmente manifestada pelo milagre de Lanciano. Um milagre que dura 12 séculos e que a ciência acaba de examinar, e diante do qual, ela teve que se inclinar.
Sim, um milagre, e bem destinado ao nosso tempo de incredulidade. Pois, como diz São Paulo, os milagres são feitos não para aqueles que crêem, mas para os que não crêem. Ora, hoje em dia, um certo número de cristãos da Presença Real, mesmo depois que o Papa Paulo VI, no documento " Mysterium Fidei", recordou-lhes claramente este dogma. Querem admitir, a exemplo dos protestantes, apenas um presença espiritual do Cristo na alma daquele que comunga; mas os sinais sacramentais do pão e do vinho consagrados seriam puros símbolos, tal como a água do batismo, que não é e não permanece senão simples água, ainda que significando e realizando pela palavra que a acompanha – a purificação da alma. Depois da comunhão, as hóstias que não houvessem sido consumidas, dizem eles, não seriam mais, nesse caso, senão pão, podendo ser atiradas fora como coisas profanas... A própria discrição com que, em certas igrejas, cercam o sacrário, já manifesta esta falta de fé profunda na presença real, e portanto, na palavra onipotente do Cristo: "Isto é meu Corpo! Isto é meu sangue!" Eis porque Deus permitiu para todos que duvidam da presença eucarística do Cristo ou que a negam, que um milagre, que dura há mais de 12 séculos, fosse nos últimos anos, posto em evidência e verificado pela própria ciência.
Por minha parte, eu ouvira falar do milagre de Lanciano, mas o fato me havia parecido tão forte, que desejei tomar conhecimento dele e julgá-lo por mim mesmo no próprio local. A pequena cidade Italiana de Lanciano nos Abrozzes encontra-se a 4 km da estrada de rodagem Pescara-Bari, que contorna o Adriático, um pouco ao sul da Pescara e de Chies. Em uma igrejinha desta cidade, igreja dedicada a S. Legoziano ( que se identifica com S. Longiano, o soldado que transpassou o coração de Cristo com a lança na cruz), no VIII século, um monge basiliano durante a celebração da Missa, depois de ter realizado a dupla consagração do pão e do vinho, começou a duvidar da presença na hóstia e no cálice, do Corpo e do Sangue do Salvador. Foi então que se realizou o milagre: diante dos olhos do Padre, a hóstia se tornou um pedaço de carne viva; e no cálice o vinho consagrado torna-se verdadeiro sangue, coagulando-se em cinco pedrinhas irregulares de formas e tamanhos diferentes. Conservaram se esta carne e este sangue milagrosos, e no correr dos séculos várias pesquisas eclesiásticas foram realizadas.
Quiseram, em nossos dias, verificar a autenticidade do milagre, e 18 de novembro de 1970, os Frades Menores Conventuais que têm a seu cuidado a igreja do Milagre decidiram, com a autorização de Roma, a confiar a um grupo de peritos a análise científica daquelas relíquias, datadas de doze séculos.As pesquisas foram feitas em laboratório, com estrito rigor, pelos professores Linoli e Bertelli, este último da Universidade de Siena. A 4 de março de 1971, estes cientistas davam suas conclusões, que em inúmeras revistas de ciência, do mundo inteiro divulgaram em seguida.
Ei-las: "A Carne é verdadeiramente carne. O Sangue é verdadeiro sangue. Um e outro são carne e sangue humanos. A carne e o sangue são do mesmo grupo sangüíneo (AB). A carne e o sangue são de uma pessoa VIVA. O diagrama deste sangue corresponde a de um sangue homano que tenha sido retirado de um corpo humano NAQUELE DIA MESMO. A Carne é constituída de tecido muscular do CORAÇÃO (miocárdio). A conservação destas relíquias, deixadas em estado natural durante séculos e expostas à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário".
Fica-se estupefato diante de tais conclusões, que manifestam de maneira evidente e precisa a autenticidade deste milagre eucarístico. Antes mesmo de as darem a conhecer de modo oficial, os peritos, no fim de sua analises, enviaram aos Padres Franciscanos de Lanciano o seguinte telegrama: " Et Verbum caro factum est" (E "o Verbo se fez carne.") Telegrama este, que é um ato de fé.
Outro detalhe inexplicável: pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado (e todos são de tamanhos diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco pedrinhas juntas! Deus parece brincar com o peso normal dos objetos.
Inútil dizer-vos que nesta igreja, celebrei a Missa votiva do Santíssimo Sacramento com uma fé renovada: o senhor, por meio de tal milagre vem, verdadeiramente, em socorro de nossas incredulidades.
E depois que foram conhecidas as conclusões dessa pesquisa científica, os peregrino vem de toda a parte venerar a Hóstia que se tornou carne e o vinho consagrado, que se tornou sangue.
Quanto a mim dois fatores me espantam. O primeiro é que se trata de carne e sangue de uma pessoa VIVA, vivendo atualmente, pois que esse sangue é o mesmo que tivesse sido retirado, naquele dia mesmo, de um ser vivo!
É bem uma prova direta de que Jesus Cristo ressuscitou verdadeiramente, que a Eucaristia é o Corpo e o Sangue de Cristo glorioso, assentado a direita do Pai e que, tendo saído do túmulo na manhã da Páscoa, não pode mais morrer. Tantas tolices tem sido ditas, nesses últimos anos, contra a ressurreição do Cristo! Algum, desejariam, com emprenho que essa ressurreição não fosse senão um símbolo, elaborado como que um mito pela piedade muito ardente dos primeiros cristãos!...Ora, eis eu a ciência vem de certo modo, em nosso socorro. Foi verdadeiramente na carne que o Cristo morreu e foi verdadeiramente também na carne, que Jesus ressuscitou no terceiro dia. E a mesma Carne –verdadeira carne nos é dada vida na Eucaristia, para que possamos viver da vida de Cristo! Não é a carne de um distante cadáver, mas uma carne animada e gloriosa. Portanto, vendo a Hóstia consagrada, posso dizer como o Apóstolo Tomé, oito dias depois da Páscoa quando colocou os dedos nas chagas de Cristo " Meu Senhos e meus Deus" é bem a carne viva do Deus vivo!"
Um segundo fato impressiona-me ainda mais: a Carne que lá esta é a carne do Coração. Não a carne de qualquer parte do Corpo adorável de Jesus, mas a do músculo que propulsiona o Sangue – e por tanto a vida – ao corpo inteiro, do músculo que é também o símbolo mais manifesto e o mais eloqüente do amor do Salvador por nós. Quando Jesus se entrega a nós na Eucaristia, é verdadeiramente seu próprio Coração que ele nos da a comer, é ao seu amor que nós comungamos, um amor manso e humilde como esse Coração mesmo, um amor poderoso e forte mais que a morte, e que é o antídoto dos fermentos de morte física e espiritual que carregamos em nossa "carne de pecado".
A Eucaristia é, na verdade, o dom por excelência do Coração de Jesus. S. João nos diz no começo do capítulo XIII de seu Evangelho, antes de nos falar do preparativos da ultima Ceia de Jesus: "Tendo amado os seus que estavam no mundo. Ele os amou ate o fim". Não tanto querendo significar: ate o fim de sua vida terrestre, mas ate os últimos excessos de onde poderia chegar a ternura de um Deus feito homem, do Amor infinito, tornando carne: Meu Coração é tão apaixonado de amor pelos homens" dira um dia o Cristo em Parayle-Monial, revelando seu Coração a Santa Margarida Maria. Uma paixão que o conduzi a cruz, que torna hoje presente sobre nossos altares em nossos sacrários e ate em nossos corações. Esta declarado em nosso Credo que Jesus, depois de sua morte, desceu aos infernos". Ressuscitado vivo, ele ai desce ainda hoje: ele vem à lama de nossos corações para arranca-los dessa lama. Ele vem a esses lugares de morte eterna. Ele vem em nossos corações, nos quais entrou o pecado – arrancar-nos da morte eterna e fazer-nos viver de sua vida divina. Seu Coração imaginou tudo isso, para testemunhar-nos – e de maneira singularmente eficaz – seu afeto se limites. Guardemos isto, em todo o caso: na Eucaristia eu recebo o Cristo todo inteiro, mas é verdadeiramente que se da e que eu como.
Não tínhamos também nós, necessidade de revigorar a nossa fé na Eucaristia? E não foi sem razão que Deus permitiu que o milagre de Lanciano, antigo de 12 séculos e sempre atual, nos fosse apresentado hoje pela própria ciência, por esta ciência que alguns queriam colocar em oposição com a fé ou que a pudesse substituir.
Fiz questão de comunicar-vos as reflexões que me inspirou o conhecimento deste milagre, e a emoção profunda que ele produziu em minha alma. Agora que me aproximo do SS. Sacramento com renovado respeito à ação de graças, adoração, amor renovados. E não duvido que vos tendo comunicado o que eu mesmo descobri em Lanciano, não tenhas também vós, diante da divina Eucaristia um sentimento mais vivo da presença do Verbo feito Carne que vem habitar em nós, o Cristo ressuscitado, que nos ama com uma ternura infinita entretanto humana.
Jesus o prometeu: "Eis que estou convosco até a consumação dos séculos. Sim, até o fim do mundo. Ele, o Verbo tornado Carne, desce em nossa carne e nos fez viver de sua vida eterna e gloriosa...
Padre Jean Ladame ( Chenoves 71940 SAINT BOIL, França)
Traduzido da revista "La Revue du Rosaire", dos PP. Dominicanos de Saint-Maximin-nºde junho de 1976domingo, 22 de junho de 2008
O milagre Eucarístico de Lanciano e a Ciência
Nossos sacrários mantêm entre nós a realidade da Encarnação: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós..." E habita ainda verdadeiramente presente entre nós, não somente de uma maneira espiritual, mas com seu próprio Corpo – "Ave verum corpus, natum de Maria Virgine" canta a Igreja diante do SS. Sacramento: "Salve verdadeiro corpo, nascido da Virgem Maria, corpo que sofreu verdadeiramente e foi verdadeiramente imolado pela salvação dos homens".
Esta presença real da carne de Cristo (é uma carne viva, unida à alma e a divindade do Verbo, pois Jesus esta hoje ressuscitado) é admiravelmente manifestada pelo milagre de Lanciano. Um milagre que dura 12 séculos e que a ciência acaba de examinar, e diante do qual, ela teve que se inclinar.
Sim, um milagre, e bem destinado ao nosso tempo de incredulidade. Pois, como diz São Paulo, os milagres são feitos não para aqueles que crêem, mas para os que não crêem. Ora, hoje em dia, um certo número de cristãos da Presença Real, mesmo depois que o Papa Paulo VI, no documento " Mysterium Fidei", recordou-lhes claramente este dogma. Querem admitir, a exemplo dos protestantes, apenas um presença espiritual do Cristo na alma daquele que comunga; mas os sinais sacramentais do pão e do vinho consagrados seriam puros símbolos, tal como a água do batismo, que não é e não permanece senão simples água, ainda que significando e realizando pela palavra que a acompanha – a purificação da alma. Depois da comunhão, as hóstias que não houvessem sido consumidas, dizem eles, não seriam mais, nesse caso, senão pão, podendo ser atiradas fora como coisas profanas... A própria discrição com que, em certas igrejas, cercam o sacrário, já manifesta esta falta de fé profunda na presença real, e portanto, na palavra onipotente do Cristo: "Isto é meu Corpo! Isto é meu sangue!" Eis porque Deus permitiu para todos que duvidam da presença eucarística do Cristo ou que a negam, que um milagre, que dura há mais de 12 séculos, fosse nos últimos anos, posto em evidência e verificado pela própria ciência.
Por minha parte, eu ouvira falar do milagre de Lanciano, mas o fato me havia parecido tão forte, que desejei tomar conhecimento dele e julgá-lo por mim mesmo no próprio local. A pequena cidade Italiana de Lanciano nos Abrozzes encontra-se a 4 km da estrada de rodagem Pescara-Bari, que contorna o Adriático, um pouco ao sul da Pescara e de Chies. Em uma igrejinha desta cidade, igreja dedicada a S. Legoziano ( que se identifica com S. Longiano, o soldado que transpassou o coração de Cristo com a lança na cruz), no VIII século, um monge basiliano durante a celebração da Missa, depois de ter realizado a dupla consagração do pão e do vinho, começou a duvidar da presença na hóstia e no cálice, do Corpo e do Sangue do Salvador. Foi então que se realizou o milagre: diante dos olhos do Padre, a hóstia se tornou um pedaço de carne viva; e no cálice o vinho consagrado torna-se verdadeiro sangue, coagulando-se em cinco pedrinhas irregulares de formas e tamanhos diferentes. Conservaram se esta carne e este sangue milagrosos, e no correr dos séculos várias pesquisas eclesiásticas foram realizadas.
Quiseram, em nossos dias, verificar a autenticidade do milagre, e 18 de novembro de 1970, os Frades Menores Conventuais que têm a seu cuidado a igreja do Milagre decidiram, com a autorização de Roma, a confiar a um grupo de peritos a análise científica daquelas relíquias, datadas de doze séculos.As pesquisas foram feitas em laboratório, com estrito rigor, pelos professores Linoli e Bertelli, este último da Universidade de Siena. A 4 de março de 1971, estes cientistas davam suas conclusões, que em inúmeras revistas de ciência, do mundo inteiro divulgaram em seguida.
Ei-las: "A Carne é verdadeiramente carne. O Sangue é verdadeiro sangue. Um e outro são carne e sangue humanos. A carne e o sangue são do mesmo grupo sangüíneo (AB). A carne e o sangue são de uma pessoa VIVA. O diagrama deste sangue corresponde a de um sangue homano que tenha sido retirado de um corpo humano NAQUELE DIA MESMO. A Carne é constituída de tecido muscular do CORAÇÃO (miocárdio). A conservação destas relíquias, deixadas em estado natural durante séculos e expostas à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário".
Fica-se estupefato diante de tais conclusões, que manifestam de maneira evidente e precisa a autenticidade deste milagre eucarístico. Antes mesmo de as darem a conhecer de modo oficial, os peritos, no fim de sua analises, enviaram aos Padres Franciscanos de Lanciano o seguinte telegrama: " Et Verbum caro factum est" (E "o Verbo se fez carne.") Telegrama este, que é um ato de fé.
Outro detalhe inexplicável: pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado (e todos são de tamanhos diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco pedrinhas juntas! Deus parece brincar com o peso normal dos objetos.
Inútil dizer-vos que nesta igreja, celebrei a Missa votiva do Santíssimo Sacramento com uma fé renovada: o senhor, por meio de tal milagre vem, verdadeiramente, em socorro de nossas incredulidades.
E depois que foram conhecidas as conclusões dessa pesquisa científica, os peregrino vem de toda a parte venerar a Hóstia que se tornou carne e o vinho consagrado, que se tornou sangue.
Quanto a mim dois fatores me espantam. O primeiro é que se trata de carne e sangue de uma pessoa VIVA, vivendo atualmente, pois que esse sangue é o mesmo que tivesse sido retirado, naquele dia mesmo, de um ser vivo!
É bem uma prova direta de que Jesus Cristo ressuscitou verdadeiramente, que a Eucaristia é o Corpo e o Sangue de Cristo glorioso, assentado a direita do Pai e que, tendo saído do túmulo na manhã da Páscoa, não pode mais morrer. Tantas tolices tem sido ditas, nesses últimos anos, contra a ressurreição do Cristo! Algum, desejariam, com emprenho que essa ressurreição não fosse senão um símbolo, elaborado como que um mito pela piedade muito ardente dos primeiros cristãos!...Ora, eis eu a ciência vem de certo modo, em nosso socorro. Foi verdadeiramente na carne que o Cristo morreu e foi verdadeiramente também na carne, que Jesus ressuscitou no terceiro dia. E a mesma Carne –verdadeira carne nos é dada vida na Eucaristia, para que possamos viver da vida de Cristo! Não é a carne de um distante cadáver, mas uma carne animada e gloriosa. Portanto, vendo a Hóstia consagrada, posso dizer como o Apóstolo Tomé, oito dias depois da Páscoa quando colocou os dedos nas chagas de Cristo " Meu Senhos e meus Deus" é bem a carne viva do Deus vivo!"
Um segundo fato impressiona-me ainda mais: a Carne que lá esta é a carne do Coração. Não a carne de qualquer parte do Corpo adorável de Jesus, mas a do músculo que propulsiona o Sangue – e por tanto a vida – ao corpo inteiro, do músculo que é também o símbolo mais manifesto e o mais eloqüente do amor do Salvador por nós. Quando Jesus se entrega a nós na Eucaristia, é verdadeiramente seu próprio Coração que ele nos da a comer, é ao seu amor que nós comungamos, um amor manso e humilde como esse Coração mesmo, um amor poderoso e forte mais que a morte, e que é o antídoto dos fermentos de morte física e espiritual que carregamos em nossa "carne de pecado".
A Eucaristia é, na verdade, o dom por excelência do Coração de Jesus. S. João nos diz no começo do capítulo XIII de seu Evangelho, antes de nos falar do preparativos da ultima Ceia de Jesus: "Tendo amado os seus que estavam no mundo. Ele os amou ate o fim". Não tanto querendo significar: ate o fim de sua vida terrestre, mas ate os últimos excessos de onde poderia chegar a ternura de um Deus feito homem, do Amor infinito, tornando carne: Meu Coração é tão apaixonado de amor pelos homens" dira um dia o Cristo em Parayle-Monial, revelando seu Coração a Santa Margarida Maria. Uma paixão que o conduzi a cruz, que torna hoje presente sobre nossos altares em nossos sacrários e ate em nossos corações. Esta declarado em nosso Credo que Jesus, depois de sua morte, desceu aos infernos". Ressuscitado vivo, ele ai desce ainda hoje: ele vem à lama de nossos corações para arranca-los dessa lama. Ele vem a esses lugares de morte eterna. Ele vem em nossos corações, nos quais entrou o pecado – arrancar-nos da morte eterna e fazer-nos viver de sua vida divina. Seu Coração imaginou tudo isso, para testemunhar-nos – e de maneira singularmente eficaz – seu afeto se limites. Guardemos isto, em todo o caso: na Eucaristia eu recebo o Cristo todo inteiro, mas é verdadeiramente que se da e que eu como.
Não tínhamos também nós, necessidade de revigorar a nossa fé na Eucaristia? E não foi sem razão que Deus permitiu que o milagre de Lanciano, antigo de 12 séculos e sempre atual, nos fosse apresentado hoje pela própria ciência, por esta ciência que alguns queriam colocar em oposição com a fé ou que a pudesse substituir.
Fiz questão de comunicar-vos as reflexões que me inspirou o conhecimento deste milagre, e a emoção profunda que ele produziu em minha alma. Agora que me aproximo do SS. Sacramento com renovado respeito à ação de graças, adoração, amor renovados. E não duvido que vos tendo comunicado o que eu mesmo descobri em Lanciano, não tenhas também vós, diante da divina Eucaristia um sentimento mais vivo da presença do Verbo feito Carne que vem habitar em nós, o Cristo ressuscitado, que nos ama com uma ternura infinita entretanto humana.
Jesus o prometeu: "Eis que estou convosco até a consumação dos séculos. Sim, até o fim do mundo. Ele, o Verbo tornado Carne, desce em nossa carne e nos fez viver de sua vida eterna e gloriosa...
Padre Jean Ladame ( Chenoves 71940 SAINT BOIL, França)
Traduzido da revista "La Revue du Rosaire", dos PP. Dominicanos de Saint-Maximin-nºde junho de 1976O Milagre Eucarístico de Lanciano e a Ciência
Nossos sacrários mantêm entre nós a realidade da Encarnação: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós..." E habita ainda verdadeiramente presente entre nós, não somente de uma maneira espiritual, mas com seu próprio Corpo – "Ave verum corpus, natum de Maria Virgine" canta a Igreja diante do SS. Sacramento: "Salve verdadeiro corpo, nascido da Virgem Maria, corpo que sofreu verdadeiramente e foi verdadeiramente imolado pela salvação dos homens".
Esta presença real da carne de Cristo (é uma carne viva, unida à alma e a divindade do Verbo, pois Jesus esta hoje ressuscitado) é admiravelmente manifestada pelo milagre de Lanciano. Um milagre que dura 12 séculos e que a ciência acaba de examinar, e diante do qual, ela teve que se inclinar.
Sim, um milagre, e bem destinado ao nosso tempo de incredulidade. Pois, como diz São Paulo, os milagres são feitos não para aqueles que crêem, mas para os que não crêem. Ora, hoje em dia, um certo número de cristãos da Presença Real, mesmo depois que o Papa Paulo VI, no documento " Mysterium Fidei", recordou-lhes claramente este dogma. Querem admitir, a exemplo dos protestantes, apenas um presença espiritual do Cristo na alma daquele que comunga; mas os sinais sacramentais do pão e do vinho consagrados seriam puros símbolos, tal como a água do batismo, que não é e não permanece senão simples água, ainda que significando e realizando pela palavra que a acompanha – a purificação da alma. Depois da comunhão, as hóstias que não houvessem sido consumidas, dizem eles, não seriam mais, nesse caso, senão pão, podendo ser atiradas fora como coisas profanas... A própria discrição com que, em certas igrejas, cercam o sacrário, já manifesta esta falta de fé profunda na presença real, e portanto, na palavra onipotente do Cristo: "Isto é meu Corpo! Isto é meu sangue!" Eis porque Deus permitiu para todos que duvidam da presença eucarística do Cristo ou que a negam, que um milagre, que dura há mais de 12 séculos, fosse nos últimos anos, posto em evidência e verificado pela própria ciência.
Por minha parte, eu ouvira falar do milagre de Lanciano, mas o fato me havia parecido tão forte, que desejei tomar conhecimento dele e julgá-lo por mim mesmo no próprio local. A pequena cidade Italiana de Lanciano nos Abrozzes encontra-se a 4 km da estrada de rodagem Pescara-Bari, que contorna o Adriático, um pouco ao sul da Pescara e de Chies. Em uma igrejinha desta cidade, igreja dedicada a S. Legoziano ( que se identifica com S. Longiano, o soldado que transpassou o coração de Cristo com a lança na cruz), no VIII século, um monge basiliano durante a celebração da Missa, depois de ter realizado a dupla consagração do pão e do vinho, começou a duvidar da presença na hóstia e no cálice, do Corpo e do Sangue do Salvador. Foi então que se realizou o milagre: diante dos olhos do Padre, a hóstia se tornou um pedaço de carne viva; e no cálice o vinho consagrado torna-se verdadeiro sangue, coagulando-se em cinco pedrinhas irregulares de formas e tamanhos diferentes. Conservaram se esta carne e este sangue milagrosos, e no correr dos séculos várias pesquisas eclesiásticas foram realizadas.
Quiseram, em nossos dias, verificar a autenticidade do milagre, e 18 de novembro de 1970, os Frades Menores Conventuais que têm a seu cuidado a igreja do Milagre decidiram, com a autorização de Roma, a confiar a um grupo de peritos a análise científica daquelas relíquias, datadas de doze séculos.As pesquisas foram feitas em laboratório, com estrito rigor, pelos professores Linoli e Bertelli, este último da Universidade de Siena. A 4 de março de 1971, estes cientistas davam suas conclusões, que em inúmeras revistas de ciência, do mundo inteiro divulgaram em seguida.
Ei-las: "A Carne é verdadeiramente carne. O Sangue é verdadeiro sangue. Um e outro são carne e sangue humanos. A carne e o sangue são do mesmo grupo sangüíneo (AB). A carne e o sangue são de uma pessoa VIVA. O diagrama deste sangue corresponde a de um sangue homano que tenha sido retirado de um corpo humano NAQUELE DIA MESMO. A Carne é constituída de tecido muscular do CORAÇÃO (miocárdio). A conservação destas relíquias, deixadas em estado natural durante séculos e expostas à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário".
Fica-se estupefato diante de tais conclusões, que manifestam de maneira evidente e precisa a autenticidade deste milagre eucarístico. Antes mesmo de as darem a conhecer de modo oficial, os peritos, no fim de sua analises, enviaram aos Padres Franciscanos de Lanciano o seguinte telegrama: " Et Verbum caro factum est" (E "o Verbo se fez carne.") Telegrama este, que é um ato de fé.
Outro detalhe inexplicável: pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado (e todos são de tamanhos diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco pedrinhas juntas! Deus parece brincar com o peso normal dos objetos.
Inútil dizer-vos que nesta igreja, celebrei a Missa votiva do Santíssimo Sacramento com uma fé renovada: o senhor, por meio de tal milagre vem, verdadeiramente, em socorro de nossas incredulidades.
E depois que foram conhecidas as conclusões dessa pesquisa científica, os peregrino vem de toda a parte venerar a Hóstia que se tornou carne e o vinho consagrado, que se tornou sangue.
Quanto a mim dois fatores me espantam. O primeiro é que se trata de carne e sangue de uma pessoa VIVA, vivendo atualmente, pois que esse sangue é o mesmo que tivesse sido retirado, naquele dia mesmo, de um ser vivo!
É bem uma prova direta de que Jesus Cristo ressuscitou verdadeiramente, que a Eucaristia é o Corpo e o Sangue de Cristo glorioso, assentado a direita do Pai e que, tendo saído do túmulo na manhã da Páscoa, não pode mais morrer. Tantas tolices tem sido ditas, nesses últimos anos, contra a ressurreição do Cristo! Algum, desejariam, com emprenho que essa ressurreição não fosse senão um símbolo, elaborado como que um mito pela piedade muito ardente dos primeiros cristãos!...Ora, eis eu a ciência vem de certo modo, em nosso socorro. Foi verdadeiramente na carne que o Cristo morreu e foi verdadeiramente também na carne, que Jesus ressuscitou no terceiro dia. E a mesma Carne –verdadeira carne nos é dada vida na Eucaristia, para que possamos viver da vida de Cristo! Não é a carne de um distante cadáver, mas uma carne animada e gloriosa. Portanto, vendo a Hóstia consagrada, posso dizer como o Apóstolo Tomé, oito dias depois da Páscoa quando colocou os dedos nas chagas de Cristo " Meu Senhos e meus Deus" é bem a carne viva do Deus vivo!"
Um segundo fato impressiona-me ainda mais: a Carne que lá esta é a carne do Coração. Não a carne de qualquer parte do Corpo adorável de Jesus, mas a do músculo que propulsiona o Sangue – e por tanto a vida – ao corpo inteiro, do músculo que é também o símbolo mais manifesto e o mais eloqüente do amor do Salvador por nós. Quando Jesus se entrega a nós na Eucaristia, é verdadeiramente seu próprio Coração que ele nos da a comer, é ao seu amor que nós comungamos, um amor manso e humilde como esse Coração mesmo, um amor poderoso e forte mais que a morte, e que é o antídoto dos fermentos de morte física e espiritual que carregamos em nossa "carne de pecado".
A Eucaristia é, na verdade, o dom por excelência do Coração de Jesus. S. João nos diz no começo do capítulo XIII de seu Evangelho, antes de nos falar do preparativos da ultima Ceia de Jesus: "Tendo amado os seus que estavam no mundo. Ele os amou ate o fim". Não tanto querendo significar: ate o fim de sua vida terrestre, mas ate os últimos excessos de onde poderia chegar a ternura de um Deus feito homem, do Amor infinito, tornando carne: Meu Coração é tão apaixonado de amor pelos homens" dira um dia o Cristo em Parayle-Monial, revelando seu Coração a Santa Margarida Maria. Uma paixão que o conduzi a cruz, que torna hoje presente sobre nossos altares em nossos sacrários e ate em nossos corações. Esta declarado em nosso Credo que Jesus, depois de sua morte, desceu aos infernos". Ressuscitado vivo, ele ai desce ainda hoje: ele vem à lama de nossos corações para arranca-los dessa lama. Ele vem a esses lugares de morte eterna. Ele vem em nossos corações, nos quais entrou o pecado – arrancar-nos da morte eterna e fazer-nos viver de sua vida divina. Seu Coração imaginou tudo isso, para testemunhar-nos – e de maneira singularmente eficaz – seu afeto se limites. Guardemos isto, em todo o caso: na Eucaristia eu recebo o Cristo todo inteiro, mas é verdadeiramente que se da e que eu como.
Não tínhamos também nós, necessidade de revigorar a nossa fé na Eucaristia? E não foi sem razão que Deus permitiu que o milagre de Lanciano, antigo de 12 séculos e sempre atual, nos fosse apresentado hoje pela própria ciência, por esta ciência que alguns queriam colocar em oposição com a fé ou que a pudesse substituir.
Fiz questão de comunicar-vos as reflexões que me inspirou o conhecimento deste milagre, e a emoção profunda que ele produziu em minha alma. Agora que me aproximo do SS. Sacramento com renovado respeito à ação de graças, adoração, amor renovados. E não duvido que vos tendo comunicado o que eu mesmo descobri em Lanciano, não tenhas também vós, diante da divina Eucaristia um sentimento mais vivo da presença do Verbo feito Carne que vem habitar em nós, o Cristo ressuscitado, que nos ama com uma ternura infinita entretanto humana.
Jesus o prometeu: "Eis que estou convosco até a consumação dos séculos. Sim, até o fim do mundo. Ele, o Verbo tornado Carne, desce em nossa carne e nos fez viver de sua vida eterna e gloriosa...
Padre Jean Ladame ( Chenoves 71940 SAINT BOIL, França)
Traduzido da revista "La Revue du Rosaire", dos PP. Dominicanos de Saint-Maximin-nºde junho de 1976terça-feira, 17 de junho de 2008
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Terminou Sexta -feira última a formação sobre Gestão Financeira e contabilidade. O Seminário teve lugar no CESAFE (Centro Saletino de Formação e Espiritualide, de 9-13 de Junho do corrente ano. Participaram deste Encontro, ecónomos das comunidades e tambem Superiores de comunidades. De salientar que o encontro foi organizado pela comissão económica (na pessoa do Padre Ngonga, Ecónomo Regional e membro da respectiva comissão. Foram preleitores (formadores) dois jovens estudantes do curso de economia da universidade Agostinho Neto. DIga-se, em abono da verdade, o jovens estiveram a altura de transmitir toda a bagagem que eles tinham. Desde ja estes jovens estão parabéns. Os parcipantes ficaram regozijados e louvaram a inicitiva da comissão económica, fazendo fé nas palavras Superior Regional, Pe.Venâncio Nunda. Parabéns, bem haja!
Pe.Santos, no CESAFE. |
segunda-feira, 3 de março de 2008
7 Diáconos para o Serviço do Reino
LA SALETTE, UM LUGAR DE LUZ
A luz envolve todo o cenário da Aparição de La Salette.
«No fundo de um valezinho subitamente vêem um globo de fogo. Dentro da deslumbrante luz distinguem uma senhora… É alta e toda de luz […]. Do crucifixo emana toda a luz de que se compõe a aparição, luz que brilha em diadema sobre a fronte da bela senhora» (Dos Anais de La Salette, citação do prologo da RV dos MS, versão portuguesa, pp. 7-8).
Quem conhece La Salette, pode facilmente discordar comigo e achar simplesmente poético e devocional o título deste pequeno artigo: «La Salette, um lugar de Luz». De facto, olhando para a realidade actual do lugar da Aparição, aquela luz que o envolveu parece ter deixado de brilhar naquele mesmo dia 19 de Setembro de 1846: estátuas de bronze sem qualquer brilho, cobertas de neve durante o Inverno... Tudo isto parece contrastar com o ambiente de luz em que decorreu a aparição; e, actualmente, parece contrastar também com outros pormenores ao redor: aquela luz emitida durante a noite pela cruz saletina sobre o monte Planeau que permite visualizar o Santuário de La Salette a uma longa distância, aquela espectacular iluminação da ‘‘chapelle de la rencontre’’… só para citar alguns de muitos exemplos que mais do que ao peregrino, só iriam impressionar ao ‘‘turista’’. É claro que muitos que foram a La Salette como turistas acabaram por se converter em peregrinos, não no contacto com o exterior mas no contacto com o interior, no contacto com o significado de La Salette na sua totalidade. E essa ‘‘luz’’ tem qualquer significado para a compreensão total do significado do evento de La Salette para nós e para o itinerário espiritual dos cristãos e não só?
O que gostaríamos de destacar nesta reflexão não é, pois, a luz externa que os nossos dois olhos podem captar e sujeita às leis da física, mas a presença actual e actuante da mesma luz que há mais de 160 anos brilhou na santa montanha não só como real mas sobretudo como simbólica, imagem daquela Luz para a qual aponta todo o conteúdo da Mensagem de Maria em La Salette: Cristo! Afinal, o encontro com o Mistério Redentor de Cristo que La Salette proporciona – e ao qual sempre chama os fiéis – faz dela um lugar sempre de Luz, de Páscoa permanente, um Tabor de transfiguração, de conversão e de aprofundamento de fé para muitas personalidades. Muitos que vão a La Salette com o simples intuito de falar com Nossa Senhora de repente se vêem envolvidos em conversa com Jesus a dizer-lhes «Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida» (Jo.8, 12; Cf. 9, 5) e envoltos da glória da Sua luz Pascal. A Mãe é sempre caminho para o Filho! Aquela luz da Aparição, na verdade, não aponta senão para a realidade do Ressuscitado! O que é mesmo difícil é abrir os olhos, ou melhor, aceitar abrir os olhos interiores para ver a luz da vida. Para tal urge empreender a longa, humilhante e dura viagem da aceitação de mim mesmo, da minha miséria, das trevas em que me encontro para sentir o gosto de ver a luz. Não será este um dos sentidos da penitência quaresmal? Não será que a Luz do Ressuscitado brilhará plenamente para quem estiver disposto a gritar insistentemente como Bartimeu? ( Cf. Mc. 10, 46-48). quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Seminário dos Açores Recebe um novo meio rolante
O dia 28 de Fevereiro fica na história. Neste dia houve uma cerimónia de entrega do novo carro, de marca Hilux (Novo Modelo). A cerimónia teve lugar no Seminário Propedeutico Saletino, vulgo Açores, presidida pelo Padre Venâncio Nunda, Superior Regional dos MS em Angola. No momento de entrega Padre Nunda apelou à responsabilidade séria no uso do novo meio rolante. Padre Nunda afirmou mesmo que o carro é Seminário e não é um carro pessoal. Com efeito, deve atender às necessidades de todos os membros da Comunidade e do Seminário. O Superior chamou atenção para que o carro não fosse motivo de intrigas, de disputas. Que os membros da Comunidade soubessem usar o carro mediante os horários. "Cada um tem as suas necessidades, o outro também as tem. Neste sentido cada devia ver quando é que o outro sai e quando é que volta para também dar tempo ao outro", rematou. Por sua vez, o Padre João Tchikete, Superior da Comunidade e Reitor do Seminário manifestou a sua satisfição, agradecendo em primeiro lugar a Deus e depois ao Conselho Regional que com muitas dificuldades conseguiu este meio rolante tão importante para o Seminário. Padre Tchikete afirma mesmo que os momentos dificéis passaram. Agora, é o outro tempo. Nas suas palavras nao se esqueceu de abordar os momentos dificéis que eles e seus seminaristas passaram. Mas, tudo isto entregou nas mãos de Deus.
Caro leitor, leia na intrega as palavras do Padre João Tchikete aquando da recepção da nova viatura:
O nosso 1º sentimento é de acção de graças a Deus, que permitiu que chegássemos até este momento, e que também permitiu que realizássemos nossos trabalhos como de facto os realizamos. Ao receber esta viatura eu agradeço imenso ao esforço do Conselho. Nós sabemos que estamos um bocadinho numa fase seca, digamos de poucos meios, mas apesar de tudo, o conselho sabendo, conhecendo, definindo o que é o Seminário sempre teve em conta que realmente uma casa de formação precisa de um meio como este. Não se podia fazer na altura porque faltaram meios, creio que com muita criatividade e com a ajuda dos benfeitores realiza-se hoje o nosso sonho e sempre, também digo que fomos gente de esperança. Apesar de muitas dificuldades por onde passamos, já chegamos a levar formandos por cima das motorizadas para o hospital, enviarmos seminaristas ao mercado através de Táxis, fazermos compras através de Táxis e penso que este capitulo fica para atrás. Obviamente que o sentimento também é de gratidão é de alegria; as nossas caminhadas debaixo do sol e com poeira à mistura também ficam para trás. Da nossa parte fica uma responsabilidade e cooperação com aqueles que tudo fizeram para que nós tivéssemos este meio. Esta cooperação passa pelo cuidado que devemos ter com este meio para que não sirva só a nós, que neste momento estamos na casa de formação, mas também sirva os outros que amanhã também poderão vir para esta casa de formação.
Pe.António dos Santos Tchindau, MS
repórter em Acção
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
As Irmãs Saletinas de Angola têm Novo Conselho
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Irmãs de Nossa Senhora de La Salette em Festa
Pe.António dos Santos Tchindau, MS
ENTREVISTA COM O ARCEBISPO DE WINDOEK - NAMÍBIA
Em finais do mês de Julho e princípios de Agostos a Região de Angola teve uma visita impar. Trata-se de D. Liborius Ndumbukuti Nashenda, Arcebispo de Windoek. Nesta sua curta passagem por Angola, tendo participado da reunião da IMBISA não se esqueceu de visitar os Missionários Saletinos. Ficou alguns dias na Catumbela. O Angolasaletteinfo foi encontro e extraiu-lhe palavras. Numa conversa interessante, o prelado falou dos motivos da sua presença em Angola e sobretudo do motivo da sua visita aos Missionários saletinos. Na sua simplicidade mostra um certo entusiasmo sobretudo com a ligação com os missionários angolanos. Não vale a pena perder, leia e comente.
Por: P.João Baptista Somboti e P.António dos Santos Tchindau, MS.
Línguas usadas: Português e Ingles; Tradutor: Pe.Avelino Sangameya, MS
1-Angola saletteInfo: Senhor Arcebispo, quais os verdadeiros motivos da sua vinda a Angola?
Arceb.: Em primeiro lugar, eu vim à Conferência da IMBISA que teve lugar em Luanda. E basicamente, IMBISA quer dizer, uma plataforma através da qual os Bispos da África Austral vêm juntos para trocarem impressões sobre certos aspectos pastorais nesta Região da nossa África. Desta conferência participaram os Bispos de Angola, São Tomé, Namíbia, Zimbabwe, África do Sul, Lesotho, Moçambique, Botswana e Swazilândia. Em Segundo lugar, quando fiz o plano de vir `a Conferência também pensei em encontrar-me com o Conselho Regional dos Missionários de Nossa Senhora de La Salette, pois eles têm seus membros a trabalharem na minha Arquidiocese. Então, quis chegar até aqui para constatar in loco a situação dos Missionários, as Missões onde eles trabalham pastoralmente como Saletinos. Esta é a razão pela qual me desloquei `a Benguela e concretamente à vila da Catumbela.
2-ASI – O Sr. Arcebispo fez um périplo pelo interior do País, nomeadamente Kwanza Sul e Huambo. O que é que esses lugares representam para si, Sr. Arcebispo?
Arceb.: Em primeiro lugar, eu não queria chegar só a Luanda; queria ir até ao interior para ter um quadro global do que está acontecer em Angola neste preciso momento, pois Angola e Namíbia têm algo em comum: ambos experimentamos longos anos de Guerra. Mas agora, de um modo geral, alcançámos a paz. E eu queria ver, a grosso modo, qual é a situação real do povo, qual é o seu sentimento depois de se ter alcançado a paz em 2002. Esta foi a razão pela qual decide fazer este périplo, através da hospitalidade dos Missionários de La Salette, de modo muito especial, o Conselho Regional que colocou `a minha disposição uma viatura para o efeito. Neste passeio que acabas de mencionar, tive o privilégio de visitar dois ex-campos onde os Namibianos viveram exilados por mais de trinta anos antes da independência do nosso País. Estes dois elementos (os campos) jogaram um papel de relevo na minha vida como namibiano. E esses dois lugares situam-se um em Kwakra (perto do Sumbe) e o outro em Kalulu (perto do Dondo). Em Segundo lugar, visitando diversos lugares, sobretudo onde tivemos acomodação, pude ter uma ideia clara do trabalho missionário que a Igreja Católica está a desenvolver neste País. Pude constatar como os presbíteros, as religiosas e os leigos trabalham arduamente para reconstruírem as Missões e criarem condições dignas para uma evangelização adequada. Politicamente, constatei in loco o quanto o Governo está engajado nesse processo de reconstrução nacional, ensaiando e implementando diversos projectos a fim de reconstruir e/ou renovar as infra-estruturas destruídas pela Guerra. Economicamente, pude ver o povo a começar a trabalhar as suas hortas e nacas para produzir algo e ganhar a vida, e também fazer algum negócio a fim de tocar a vida para frente. Socialmente, pude sentir que o povo está feliz e confiante que a paz veio mesmo para ficar. O povo aposta na atitude de que “agora temos de viver mesmo em paz, num espírito da reconciliação e reconstrução”. Basicamente ‘e tudo o que eu tive a honra e o privilegio de observar, duma forma muito limitada.
3-ASI – Na vertente Eclesial, qual é a diferença que o Sr. Arcebispo faria entre Angola e Namíbia?
Arceb.: Em primeiro lugar, Namíbia tem poucos católicos enquanto Angola é um País Católico. Aqui eu vi que a Igreja esta bem viva e activa e trabalhando muito para a inculturação. Em Segundo lugar, a Igreja aqui esta bem avançada para a auto-sustentabilidade, enquanto na Namíbia ainda estamos um pouco atrasados neste processo de fazer entender que os fiéis não estão ali só para receber, mas sim para fazer acontecer, mantendo viva a própria Igreja. Vejo que aqui já se avançou muito. Em terceiro lugar, gostaria de sublinhar aqui as relações Igreja-Estado: o Estado tem muito respeito para com a Igreja. Valoriza muito a actuação da Igreja. Da para sentir que Angola é mesmo um pais Católico. Desta forma, acredito eu, a Igreja Católica devia explorar este elemento para poder fazer mais, sobretudo na consolidação da Democracia, dando conselhos adequados ao Governo. Em quarto lugar, gostaria que a Igreja Católica continuasse a jogar o seu papel profético, publicitando e trabalhando pela paz e justiça, a fim de que economicamente possa haver uma redistribuição equitativa dos recursos de que Angola dispõe. Por último, gostaria de sublinhar que em Angola existem muitas vocações sacerdotais e/ou religiosas que mostram que a Igreja aos poucos esta caminhando para uma Igreja verdadeiramente local, o que é muito bom.
4-ASI – Feita esta sua apreciação nas relações Igreja-Estado, surge uma inquietação: não acha que essas relações muito boas podem minar o verdadeiro papel profético que deve caracterizar a Igreja?
Arceb.: Sim, e como já frisei antes, é muito importante que no contexto dessas relações, a Igreja Católica ainda devia manter uma certa distância de liberdade para poder dizer, criticar e aconselhar devidamente o Governo como o País deve ser governado. As relações boas, não significam que a Igreja deve ficar satisfeita ou concordar com tudo, até engolir os podres do governo. Boas relações significam crítica construtiva de e para ambos os lados. Na Namíbia também aprendemos com a mesma experiência: as nossas relações com o Governo são boas e muito saudáveis. Entretanto ainda nos reservamos o direito `a uma certa distância que nos permite exprimir a nossa opinião sem receio, e desta forma mantermos a nossa ética nas actuações. Na Namíbia decidimos ter dois encontros por ano com o Presidente da República. E nesses encontros o Presidente pergunta-nos, como Igreja, qual é a leitura que fazemos sobre a gerência do Governo em relação à coisa pública, (em resumo, como o Governo esta a trabalhar). Nestes fóruns, temos criticado e ajudado muito o Governo. Da mesma forma o Governo também não nos tem poupado onde eventualmente estejamos a falhar. Vezes houveram em que o Presidente dizia: vocês falam, falam, e pouco estão a fazer neste ou naquele assunto. Acho que isto é muito saudável. Portanto, a crítica construtiva não significa luta, mas sim partilha, apelo e orientação. E é desta forma que Igreja e Estado devem trabalhar.
5-ASI – Sr Arcebispo, depois da Conferência da qual acaba de participar, e do périplo que acaba de fazer pelo interior do pais, quais seriam as suas expectativas e seus receios em relação aos Bispos de Angola?
Arceb.: É difícil responder à esta pergunta, pois eu não tive a oportunidade de visitar todas as Dioceses de Angola que são tantas! Todavia, partilhando um pouco daquilo que foram as nossas discussões durante a conferência, começaria por dizer que o nosso tema foi “Boa Governação para o Desenvolvimento”, tanto na Igreja quanto no Estado. Boa Governação não foi só para os Bispos de Angola, mas sim para todos os Bispos da IMBISA. E boa Governação significa como devemos governar ou gerir as nossas Dioceses e nossas Paróquias. Na conferência três elementos da boa governação mereceram destaque: Accountability (Idoneidade); Transparency (Transparência) e Responsibility (Responsabilidade/Honestidade). Existem muitos elementos referentes à boa governação, sem dúvidas; mas esses três acima aduzidos foram os que consideramos muito importantes, e, por conseguinte, mereceram muita reflexão da parte dos Bispos. Brevemente receberemos as resoluções tomadas, e essas resoluções serão enviadas para todos os Bispos, e veremos, dentro de três anos como cada Bispo está a implementá-las em sua Diocese.
6-ASI – Temos missionários Saletinos que há mais de cinco anos trabalham na sua Arquidiocese. Acredito que foram para lá ao seu convite. Gostaria de saber o que o levou justamente a convidar os Saletinos, quando existem também outros missionários?
Arceb.: É muito simples. Para uma Igreja particular (Diocese) enriquecer-se tem que ser muilti-carismática. Eu acreditei que fazendo convite aos Missionários de Nossa Senhora de La Salette, eles enriqueceriam a nossa Igreja local com o seu carisma. Eu ouvi e li bastante sobre o trabalho missionário que os Saletinos desenvolveram cá em Angola: como ergueram as Missões, como se dedicam à causa missionária e como prepararam o terreno para eventualmente os Diocesanos assumirem suas responsabilidades. Este é, na verdade, o trabalho dos missionários dentro do contexto do seu carisma da RECONCILIACAO e ESPECIAL DEVOÇÃO À VIRGEM MARIA, NOSSA MÃE. De facto, agora falando dos que trabalham na minha Arquidiocese de Windhoek, fiquei muito impressionado com o seu zelo apostólico, como trabalham, sua atenção ao povo de Deus, etc., ao ponto de suplicar junto do Conselho Regional para me mandar mais membros para uma Segunda Missão. Neste preciso momento os Missionários de La Salette estão a evangelizarem e a gerir duas Missões na minha Arquidiocese. E eis porque estou aqui na Catumbela, para manifestar pessoalmente a minha gratidão ao Conselho Regional e estreitar ainda mais as nossas relações e consolidar a nossa cooperação no trabalho da evangelização.
MUITO OBRIGADO!
Breve história da presença saletina em Angola
sábado, 27 de outubro de 2007
A Congregação chora os seus filhos
sábado, 6 de outubro de 2007
No dia 14 de Setembro de 2007 , chegaram ao Centro Saletino de Formação e Espiritualide (CESAFE) os Grupos de Peregrinos da Fraternidade Saletina , de Benguela , Baía-Farta , Cabinda , Catumbela , Cubal , Kalukembe , Lobito , juntando-se também o grupo do Lubango , para as Festividades Saletinas no Lubango . Diga-se em abono da verdade , foi um momento especial para a Associação e para a Comunidade saletina do Lubango . Eram acima de cem Membros sob guia do seu Director Nacional , o Padre Júlio Kukondala ,ms. Acolhidos pela Comunidade do CESAFE , na pessoa do Senhor Padre Tarcísio Tchiheke , deram início às suas actividades no dia seguinte à sua chegada , dia 15 de Setembro .
No fim da tarde realizou-se a Procissão de velas com o ponto de partida na Capela do Noviciado ,terminando no Santuário de Nossa Senhora de La Salette , presidida por Sua Excelência Reverendíssima D. Gabriel Mbilingi, Arcebispo Coadjutor do Lubango . Estiveram presentes , para além dos Membros do CESAFE , outros Membros da Região ,a destacar a presença dos Padres: Joaquim Hatewa , ( Fundador da Fraternidade saletina em Angola ), recém chegado da República da Namíbia , onde esteve em busca da saúde, Padre Jacinto Mbasivela ,da Comunidade de Kalukembe , Padre Paulo Tchipa , da Comunidade do Cubal e Membro da Direcção “Regional” da Fraternidade Saletina e o Padre Venâncio Kavaku , da Comunidade de Opuwo-Namíbia. Participaram muitos fiéis da Paróquia de S.João Baptista da Mapunda e não só . As celebrações atingiram o seu ponto mais alto com a celebração da Santa Eucaristia , presidida Por D. Gabriel Mbilingi , no Santuário de Nossa Senhora de La Salette , pelas 9h15mn . Concebraram Sacerdotes saletinos , presentes às festividades , o Frei Domingos ( Capuchinho ) e o Padre Francisco Chissuaca ( Reitor do Seminário Maior Padre Leonardo Sikufinde ). Nesse dia , juntaram-se às festividades , Irmãs vindas de algumas comunidades da cidade do Lubango. O período da tarde foi dedicado a um passeio ao monumento de Cristo Rei ao qual se seguiram as Vésperas solenes , presididas pelo Padre Júlio Kukondala , no Santuário . O padre Paulo Banga , delegado do Superior Regional , aproveitou dirigir algumas palavras ao grupo de Peregrinos e a todos os presentes , apelando para a grande responsabilidade que cada Peregrino tem em comunicar a experiência vivida neste lugar Santo da Mapunda . As actividades seguiram o seu curso, conforme o programa previamente estabelecido . Os Peregrinos deixaram a Mapunda na manhã do dia 17, de regresso à sua procedência .
Agradecemos de coração a Deus que permitiu a realização do evento. Fazemos votos que a todos aproveite para o crescimento espiritual e que a Mãe de La Salette a todos proteja .
Nossa Senhora de La Salette Reconciliadora dos Pecadores !Rogai sem cessar por nós que recorremos a Vós!
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
A HISTÓRIA DE UMA VOCAÇÃO
MISSÃO DO NDUNDE - GANDA JÁ TEM 80 ANOS
