BEM VINDOS AO BLOG OFICIAL DOS MISSIONÁRIOS DE NOSSA SENHORA DE LA SALETTE, EM ANGOLA

Actualizado, aos 17 de Junho de 2010































































































































































































































































DIRECTOR: Pe.António dos Santos TCHINDAU, MS
































































































































































































































































REGIÃO MARIA RAÍNHA DA PAZ - ANGOLA

REGIÃO MARIA RAÍNHA DA PAZ - ANGOLA
MEMBROS DA REGIÃO DE ANGOLA EM CAPÍTULO 2009

segunda-feira, 29 de março de 2010

Inauguração do Novo Escolasticado

Foi inaugurado no dia 27 de Março de 2010, o novo Escolasticado Saletino, situado no Vale do Cavaco. As cerimónias começaram com o corte de fita na porta principal pelo Pe.Silvano Marisa, que veio de Roma representar o Conselho Geral. Depois desta cerimónia, toda a moldura humana que envolvia o facto dirigiu-se para a sala Magna do recinto onde se celebrou a Missa da inauguração, animada pela fraternidade saletina e professos saletinos. Já nos primeiros instantes da Missa, Pe.Venâncio Nunda, Superior Regional, fez o seu discurso que podemos chama-lo de: “discurso de agradecimento”, tendo em conta o carácter que ele encerra. Agradeceu a todos aqueles que directamente ou indirectamente influenciaram positivamente para que aquela obra avançasse, considerando-os como bons cireneus, porque no momento de dor deram o suporte de sua carga para não desfalecermos, rematou. Estes “bons cinereus”, são as pessoas dos Padres Dennis Loomis, Superior Geral, Pe,Angelo Avitable, Ex-Provincial da Itália, os Padres Salesianos nas pessoas dos Pe.Guilherme, Pe.Santiago e do Irmão Maximo (grande arquiteto), D. Óscar Braga, Bispo Emérito de Benguela, O Pe.Eduardo Alexandre, Vigário Geral da Diocese de Benguela, e a MNR (Empresa do Dr.Martinho). Agradeceu as todas as províncias que ajudaram com meios financeiros que a obra avançasse. Agradeceu os pioneiros da obra como o Pe.Augusto Isidro Perin e seu Conselho Geral, o Pe.Pedro Tchingandu e seu Conselho Regional, a província Suíça, a Província dos Estados Unidos da América, a Província da Polónia e a Província da Itália que não pouparam esforços na compra deste terreno e no lançamento da primeira pedra e arranque de obras. Graças a Deus. Já na sua homilia, D.Eugenio Dal Corso, Bispo de Benguela e presidente da Eucaristia, começou com uma pergunta curiosa, lógica e importante. Quem são os Missionários e o que fazem? Reflectindo a partir desta questão, o prelado levou os fiéis a concluir que os Missionários são aqueles que deixaram tudo em nome de Jesus e levam este Jesus a todos aqueles que ainda não o conhecem. E, nesta tarefa de levar o nome de Jesus aqueles que não o conhecem, os Missionários (Saletinos) precisam de estruturas como estas para formarem o pessoal missionário que levará aos recônditos o Evangelho de Cristo, reflectiu. Como também neste dia se colocou o sacrário, D.Eugénio, perguntava, se em casa havia um gerador de energia. Com um sim que vinha de um dos responsáveis da casa, o Bispo, dizia que o melhor gerador daquela casa era a capela com o Jesus Cristo presente no sacrário. Se a capela não funciona então nada funciona em casa, rematou. O mesmo é dizer “se o Senhor não guardar a casa em vão vigiam as sentinelas”. Finalmente, deu muitos parabéns aos Missionários Saletinos pela estrutura ora inaugurada. Depois da Acção de graças, Pe.Silvano Marisa, representante do Conselho Geral, que expressou em italiano (com tradução do Pe.Lourenço Kambalu para Português) discursou realçando a alegria que a Congregação, a nível geral, sente, por ver esta obra terminada. Esta estrutura é importante e é motivo de grande orgulho para a Região de Angola e para a Congregação a nível geral. É motivo de orgulho ainda para aqueles que vão viver nesta casa e se preparam para serem mensageiros da Esperança e promotores da Reconciliação no mundo e na Igreja de hoje, disse. Depois da Missa houve a colocação do Sacrário na Capela Comunidade, seguindo-se a bênção da Casa com a aspersão da água benta em todas as artérias por D.Eugénio. Depois houve um jantar de confraternização, onde os convidados saborearam os bons pratos da gastronomia saletina, com destaque para o boi assado por inteiro. De salientar que a casa tem 16 quartos, dos quais 6 são para a Direcção e os restantes 10 são para os formandos. São quartos com condições aceitáveis, sendo todos equipados com aparelhos de Ar condicionado (AC). Tem duas salas Magnas para conferências e reuniões, três refeitórios (também climatizados), duas cozinhas, para além de outras dependências. A estrutura se localiza no paraíso do Vale do Cavaco próximo dos Pobres Servos da Divina Providência. Os primeiros fundamentos registam Março de 2004. De lá para cá são 6 anos. A cerimónia contou a presença dos dois bispos: D.Eugénio e D.Oscar, de Padres religiosos e diocesanos, religiosos e religiosas, membros da fraternidade saletina, delegação da MNR chefiada pelo Dr.Martinho, convidados com destaque para o Sr.kajibanga, que representou o Governador de Benguela. Por: Pe.António dos Santos Tchindau, MS

quarta-feira, 24 de março de 2010

Retiro Quaresmal no Arciprestrado do Cubal

Os missionários do arciprestado do Cubal escolheram o 20º dia do mês de Março, para fazerem o seu retiro quaresmal e assim espiritualmente prepararem a sua Pascoa. A irmã Rosalina Praia stj, foi a encarregada para orientar o retiro. Ela começou por mostrar um filme que retrata a via sacra de Jesus, a maneira africana . Nela os missionarios puderam reflectir no sofrimento de Jesus, para dai reflectirem também no sofrimento pelo que passam numerosos filhos da mãe Africa e nao so. O momento culminante deste dia foi o da missa rezada pelo arcipreste da zona pastoral do cubal, o reverendo padre Paulo Tchipa, ms. Depois da missa os missionários aproveitaram o tempo para a organizaçao de comissoes para facilitar a pastoral da zona. Tudo terminou com um almoço de confraternizaçao. Por Pe Ernesto CAMBOA, ms.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Casa do Cavaco acolhe clack nigeriana

O CAN 2010, que Angola organiza pela primeira vez, é uma grande festa em Angola, sobretudo pelo reencontro de vários povos e culturas. Nós, tambem estamos no CAN2010 c0m a nossa casa do Cavaco. Mais de 30 adeptos nigerianos estiveram hospedados na casa do Cavaco durante os primeiros dois jogos da primeira fase do campeonato africano. O COCAN de Benguela, que procurava lugar para albergar adeptos de uma das seleções sedeadas em Benguela, apaixonou-se pela nossa casa e os nigerianos foram os agraciados com este lugar calmo e saudável. Eles ficaram encantados pelo acolhimento e serviços prestados a eles. Em comparação com outros lugares, eles encontraram muitas vantagens. Uma delas é que aquela é uma instituição ligada a Igreja, por isso carece de desconfianças e os preços são católicos ou simples.
A casa está equipa o suficiente para acolher gente? sim, ao nivel das encomendas. Numa palavra, é já "vivível". Todos os quartos estao equipados com AC, uma sala magna com uma tela gigante plasma com o sinal da multichoice, mais uma outra antena de TV para outras salas. A sala de recepção tem uma TV para os visitantes; outro elemento importante é o sinal da internet de banda larga Movinet High speed da terceira geração da Tecnologia (3G) ou seja tecnologia de ponta.
Outro elemento a salientar, é que a equipa do Restaurante Esplanada "cantinho do nelsinho", ligada ao Dr.Martinho da MNR que está aí em peso a prestar serviços de qualidade aos clientes nigerianos.
Neste momento os nigerianos estão no Lubango com team deles.
Por Pe.Santos Tchindau, MS

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Missão de Tchindjendje ja tem novo Superior

A partir de 9 de Janeiro a Missão de Tchindjendje (Kamela) tem novo Superior. Trata-se do Padre Alberto Ilídio, Missionário Saletino, que foi apresentado ao povo daquela Missão durante uma Missa presidida por D.Eugénio Dal Corso, Bispo da Diocese de Benguela. A abertura do Sacrário, a entrega das chaves, o juramento do Missionário (Pe.Ilídio) e a recepção por parte do povo foram das cerimónias mais importantes daquele evento. Durante a sua homilia, o Bispo da Diocese realçou a importância que aquela Missão desempenha no seio da Diocese e da Congregação de Nossa Senhora de La Salette, tendo em conta o nome do baptismo da Missão. Elogiou a alegria do povo que se mostrou realmente sedento de Missionários, acolhendo com muita alegria o Missionário em foco. Por sua vez, Pe.Venâncio Nunda, Superior Regional dos Missionários de Nossa de La Salette, em Angola, que também esteve presente, agradeceu a disponibilidade do Padre Ilídio, em assumir a Missão naquelas condições ainda difíceis. Entretanto, aproveitou o momento para apelar os mais novos, que às vezes caiem em alguns sonhos a mais, desprezando a Angola profunda para seguirem o exemplo dado pelo mais velho.
Finalmente o empossado pediu muita colaboração entre ele e os fiéis para levarem juntos a barca para o seu devido lugar. O povo acolheu com muita satisficação o novo Missionário.
Por Pe.Santos Tchindau, MS

Movimento Carismático em festa na Missão do Cubal

Tudo começou com uma missa rezada na missao Mãe de Deus, ontem ( dia 17) por volta da hora 10. A missa foi presidida pelo padre Ezequiel Farias, coordenador nacional do movimento carismatico da comunidade de Jesus, ladeado pelo padre Ernesto CAMBOA, ms. Na sua homilia o sacerdote começou por fazer uma resenha histórica do movimento carismático, depois falou dos 6 principios que norteam o movimento.Dizer que nessa missa receberam a efusão novos cristãos que passam a chamar-se servos. Desde que o movimento existe no Cubal esta foi a segunda vez que houve a missa da efusao; nela participaram ( tambem) fieis vindos de outras partes da diocese onde existe a comunidade de Jesus. A festa da comunidade terminou com um almoço de confraternizaçao. Por. Padre Ernesto CAMBOA, ms

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Missão do Cubal faz festa

Os fiéis da missão Mae de Deus no Cubal celebraram ontem ( Domingo dia 10 ) a festa da padroeira. A festa começou com a missa rezada pelo reverendo padre Ernesto CAMBOA, ms.
Para fazer comentario as leituras do dia e assim alimentar a fé dos cristaos, o superior da missao que fez a homilia distacou o papel de Maria na vida da Igreja: » Maria é bendita por todas as geraçoes por ser a Mae de Deus, mae do Salvador e nossa mae». Por isso devemos aprender de Maria o saber fazer a vontade de Deus, acrescentou.
De recordar que a missao Mae de Deus no Cubal, tem Maria por padroeira cuja festa celebra-se no primeiro dia de Janeiro de cada Ano. Por motivos pastorais, este ano a festa foi adiada para o Domingo dia 10 , que é tambem o dia do baptismo do Senhor.
A irma Verónica Ngueve, das irmas Saletinas, que trabalha no Cubal há quase 4 anos, aproveitou o momento para dar o seu adeus á comunidade cristã. Ela vai transferida para a comunidade do Andulo no Bié.
A festa da comunidade terminou com um almoço de confraternizaçao, onde fizeram parte ( por representaçao) fieis vindos de todos os centros que compoem a missao, exactamente para simbolizar a unidade.
Por Pe.Ernesto Camboa, MS

sábado, 2 de janeiro de 2010

Já terminou o PPP dos Estados Unidos da América

Terminou o primeiro PPP realizado nos estados da América no santuário de Attleboro onde tambem partiparam os nossos 4 angolanos: Francisco Cambenje, Dimas Tchituto, Messias de Nazaré e Henrique Kanumbua. Segundo eles foi uma coisa muito bonita porque lhes possibilitou abrir os horizontes sobretudo no conhecimento de outras cultura e povos. Partiparam desta PPP angolanos, brasileiros, indianos, filipinos e americanos. Uma pergunta por ser colocada: Onde é que será o próximo PPP e como foi realmente a experiência de PPP fora do santuário de La Salette (França). Nós voltaremos. Por Pe.Santos, MS.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Padre Vitorino é o novo Superior da Missão do Malongo

O acto de despedida do Padre Lucas Segunda, antigo superior, aconteceu numa missa rezada por ele proprio, com a presença do superior regional dos Missionarios Saletinos em Angola, o reverendo padre Venancio Nunda, juntamente com o actual superior, padre Victorino Undongo. O padre Lucas Segunda esteve a frente desta missao desde 2004 e diz que durante esse tempo todo, o que mais lhe impressionou é a solidariedade que recebeu de gente amiga, o povo é generoso, disse. O padre acrescentou que apesar de muitas dificuldades na area, ele nunca se sentiu abandonado por Deus. O padre Nunda por sua vez, aproveitou a ocasiao para agradecer ao padre Lucas o trabalho realizado, desejou bom trabalho ao recem apresentado e pediu a boa colaboraçao dos fieis nos trabalhos pastorais e nao só Padre Victorino Undongo, que antes trabalhou no país vizinho da Namibia, que pelo sinal é filho da missao do Malongo diz que é grande desafio estar a frente da missao que o viu crescer, mas na vida ha sempre desafios a enfrentar, rematou. De salientar que a missa de despedida e de apresentaçao do actual superior aconteceu no 4º Domingo do Advento, dia 20 de Dezembro de 2009. Por Pe Ernesto Camboa Filipe, ms

Tomada de Posse

Caros confrades,
Na Decisão nº11 de 14 de Dezembro de 2009 consta a data da tomada de posse do novo Superior da Missão Católica de Kamela (Tchindjendje), Pe.Ilídio. Só para fazer lembrar, será mesmo no dia 9 de Janeiro de 2010 na referida Missão. A presença de todos é indispensável. Entretanto, a equipa deste blog vai deslocar-se aquela Missão para fazer cobertura do evento. A Missa será presidida pelo Bispo da Diocese, D.Eugénio Dal Corso e terá todos os procedimentos canónicos.
Obrigado
Por Pe.Santos

domingo, 12 de julho de 2009

La Salette em Angola

“Pois, bem, meus filhos, fazei-a passar a todo o meu povo!” Um pouco de História O conteúdo da mensagem de Maria aquando da sua aparição em La Salette tem uma riqueza bastante profunda que por si mesma engaja todo aquele que decidir lê-la, ouvi-la, interpreta-la. Destarte, quem põe em prática a mensagem de La Salette, anuncia sem fronteiras e parte para os recônditos do mundo, sem olhar pelas prementes dificuldades linguístico-culturais. Maria ao dizer fazei-a passar a todo o meu povo mostrou a necessidade que o seu povo tem de se reconciliar com Deus. O mandato de Maria é profundamente missionário, porque Missão é ir mais longe possível anunciando a boa nova. Neste caso é a boa nova da Reconciliação. A presença Saletina aqui em Angola, é fruto também deste mandato recebido pelos missionários suíços e eles decidiram apontar o barco para as terras de Angola. Aliás, a história de La Salette, aqui em Angola não se pode abordar sem referência máxima aos Saletinos suíços que com muitas dificuldades trouxeram a linda mensagem da reconciliação. Foi, exactamente em 1946, aquando do centenário da aparição (1846-1946), quando os missionários chegaram em Angola de um barco chamado Kwanza. Não conheciam o povo local, senão de ouvir-dizeres, não conheciam a cultura local, senão de ouvir-dizeres, não conheciam as línguas locais senão de alguns estilhaços do Português, e como senão bastasse tinham que se desenrascar nestas línguas sobretudo umbundu. Ora bem, para quem está convicto de que deve anunciar a mensagem da reconciliação todas estas dificuldades acima referidas não constituiram empecilhos. Lembremo-nos de que a própria mensagem foi transmitida em Francês e em Patois. Se os franceses tivessem medo do alemão, ou se os suíços tivessem medo do polaco, etc.…. do italiano… do umbundu.. das línguas das índias…por aí além, a mensagem de Maria cairia por terra e seria como um fumo ténue que ondeia em horizonte. Emílio Truffer, Rafael Meichtry, Eduardo Jud, João Baptista Damann, Otmar Schweizer, Justo Villiger, João Meier e Roberto Harder são os pioneiros da saletinidade em Angola. De Bíblia na Bagagem estes 8 missionários ficaram assim repartidos: 5 para a Missão da Ganda (Ndunde): Emílio Truffer, Rafael Meichtry, Eduardo Jud, João Damann e Otmar Schweizer; 3 para a Missão do Lukondo (Huíla): Justo Villiger, João Meier e Roberto Harder. A partir começaram a desenvolver a sua actividade missionária, fundando novas missões, sendo a 1ª a de Nossa Senhora de La Salette (Tchindjendje) em 1947. Seguiram-se depois as do Kola (1952), Hanha (1954), Kalukembe (1962), Cubal (1965), Catumbela (1971), o seminário Maior no Huambo (1978) e o seminário Médio em Benguela. Chegada dos Missionários Saletinos grupo a grupo Em 1946 chega o 1ºgrupo: Emílio Truffer, Rafael Meichtry, Eduardo Jud, João Baptista Damann, Otmar Schweizer, Justo Villiger, João Meier e Roberto Harder Em 1947 chegou o 2º grupo dos missionários constituído por: Ernest Tremp para a Ganda e José Von Rickenbach para Tchindjendje. Em 1948 chegou o 3ºgrupo constituído por: Ir.Francisco Ruesch para Lukondo, José Senn para a Ganda, Leão Sarbach para o Tchindjendje e Otto Balmer também para Tchindjendje. Em 1950 chega sozinho o Leonardo Roos para o Tchindjendje Em 1954 chegam Erwin Truffer para Kola e José Oehri para a Hanha Em 1955 chega Ir.Mrcelino Tschugmell para a Ganda Em 1957 chegam Francisco Eggs para Tchindjendje e Beda Luís Keller para o Lukondo Em 1958 chega o Pe. José Bögli para o Kola Em 1963 chega Sigfried Heiss para o Kola Em 1964 chega o Ir.Arthur Kamber para o Tchindjendje e Emílio Frick para o Kalukembe Em 1967 chegam José Graf para Cubal e Leandro Volken para Tchindjendje Em 1968 chegam o Ir.Beato Zumstein para Tchindjendje e Viktor Andereggen para Kalukembe E em 1970 chega Bruno Jentsch para a Ganda Muitos desses já morreram e poucos vivem (outros em Angola e outros na Suiça). Citemos so os que vivem actualmente em Angola: Pe.Luis Keller, Pe.Francisco Eggs, Pe.Viktor Andereggen e José Oehri. Crescimento dos Saletinos em Angola Hoje o crescimento é de cem por um. Angola conta, assim, com quatro casas de formação segundo as várias etapas: Propedêutico, Filosofia, Noviciado e Juniorado (Escolasticado). De Salientar que dentro em breve o Escolasticado poderá mudar para Benguela, logo que tiver terminada a Construção do Novo Escolasticado, na zona do Cavaco em Benguela. A Filosofia também está provisoriamente em Benguela. Logo que houver condições habitacionais no Huambo (no centro do País), a Filosofia poderá regressar para o Huambo. Podemos dizer que Huambo é o bastião da Região de Angola, em termos de formação, porque é lá onde esteve a Filosofia e o Escolasticado. Mas, por motivos de Guerra, tudo teve de mudar para Benguela, na zona litoral onde oferecia uma relativa segurança. Deus abençoou a Região de Angola com muitas vocações. As estatísticas actuais mostram isto mesmo. Angola conta com 64 Padres, 2 Diáconos, 3 irmãos, 19 professos, 2 noviços e 162 seminaristas (onde está incluído o numero dos 19 professos), entre Propedêutico, Filosofia e Teologia. Temos alguns confrades fora do País: França, Itália, Namíbia, Portugal e Estados Unidos, alguns trabalhando na Pastoral, outros estão em estudos de especializações em vários campos do saber. Temos confrades No que diz respeito às Missões Angola tem as seguintes: em Angola: Catumbela, Hanha, Malongo, Ndunde-Ganda, Tchindjendje, Cubal, Kalukembe, Kola, Mussolo, Paróquia da Mapunda, Paróquia do Forte. Fora do País: Opuwo-Namíbia, Omuthiya-Namíbia e Portugal. O primeiro Superior Regional Os primeiros 8 missionários chegaram em 1946. Formava-se, então, o destrito, cujo Superior foi o Padre Emil Truffer, suíço de nacionalidade. A Região, como tal, foi formada em 1946. Seu primeiro Superior Regional foi o Padre Eduardo JUd (de feliz memoria) e primeiro Superior Regional angolano éCor do texto Padre Narcísico Tchiheke, o actual Director do CESAFE (Centro Saletino de Formação e Espiritualidade) no Lubango. Vamos agora à ordem dos Superiores Regionais entre suíços e angolanos: De 1946-1964 – Pe.Emil Truffer (suíço) – ainda como destrito De 1964-1973 – Pe.Eduardo Jud (Suíço e 1º Superior Regional) De 1973-1988 – Pe.Emil Frick (suíço) De 1988-1996 – Pe.Tarcício Tchiheke (1ºSuperior Regional angolano) De 1996-2000 – Pe.Alberto Ilidio (angolano) De 2000-2006 – Pe.Pedro Tchingandu (angolano) De 2006 - - Pe.Venâncio Nunda (angolano) O Capítulo Regional de 2009 O Capítulo Regional de 2009 ocorreu de 12-19 de Janeiro de 2009 no Centro Saletino de Formação e Espiritualidade (CESAFE). O Capítulo foi animado, no começo, com um retiro espiritual, orientado pelo Padre Dionísio, do clero Diocesano da Diocese de Ondjiva (Cunene) e a trabalhar na CEAST (Conferência Episcopal de Angola e S.Tome e Príncipe) como Secretário da CEAST para a área de Pastoral. Neste retiro o pregador abordou aspectos atinentes à vida Religiosa e Sacerdotal, seus avanços e recuos, seus desafios e problemas candentes. Realmente pela habilidade do pregador e seu jeito de pôr bem as questões, os membros da Região ficaram bem encantados e saíram dai com um novo espírito, encontrando uma grande oportunidade para renovar seus compromissos religiosos e sacerdotais. Ficamos admirados pelo Padre Dionísio a maneira como dominava os assuntos. Foi com razão que os membros diziam: convidar mais vezes este sábio homem. Até o Padre Leslaw ficou comovido por este sacerdote. De facto, seria bom convida-lo mais. Foram dois dias consecutivos de ouvir dóceis palavras. Podemos dizer que este retiro foi um bálsamo para que tivéssemos um capítulo muito sereno e exemplar. O ponto cimeiro deste capítulo foi a eleição do novo Conselho Regional. O dia 16 de Janeiro é testemunha disto. A coisa marcante é que antes de cada eleição os membros dotados em canto, entoavam cânticos ao Espírito Santo, permitindo a instalação de um clima suave, profundo e fértil para deitar lágrimas. Pe.Nunda foi reeleito para o cargo de Superior Regional, com 46 votos dos 50 votantes. É quase uma votação por aclamação. Foram eleitos ainda no mesmo dia o Padre Lourenço Flaviano Kambalu para o cargo de Vigário Regional e o Padre Gabriel Ngonga para o cargo de Conselheiro Regional. Presença do Pe.Leslaw Panczak Tivemos neste capítulo uma presença ímpar e muito importante. Trata-se do Padre Leslaw Panczak, Conselheiro Geral, que foi o Delegado do Superior Geral neste evento. Com o Padre Leslaw sentimos o calor paternal e humano como um bom companheiro, sempre ele sorridente e simpático, sem problemas de adaptação. Por onde ele passava não se esquecia de fazer uma fotografia como lembrança de Angola. Todos os confrades ficaram admirados com a sua fácil familiaridade. Muito obrigado pela sua presença em Angola. Pe.António dos Santos Tchindau, MS

domingo, 22 de junho de 2008

O milagre Eucarístico de Lanciano e a Ciência

Nossos sacrários mantêm entre nós a realidade da Encarnação: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós..." E habita ainda verdadeiramente presente entre nós, não somente de uma maneira espiritual, mas com seu próprio Corpo – "Ave verum corpus, natum de Maria Virgine" canta a Igreja diante do SS. Sacramento: "Salve verdadeiro corpo, nascido da Virgem Maria, corpo que sofreu verdadeiramente e foi verdadeiramente imolado pela salvação dos homens". Esta presença real da carne de Cristo (é uma carne viva, unida à alma e a divindade do Verbo, pois Jesus esta hoje ressuscitado) é admiravelmente manifestada pelo milagre de Lanciano. Um milagre que dura 12 séculos e que a ciência acaba de examinar, e diante do qual, ela teve que se inclinar. Sim, um milagre, e bem destinado ao nosso tempo de incredulidade. Pois, como diz São Paulo, os milagres são feitos não para aqueles que crêem, mas para os que não crêem. Ora, hoje em dia, um certo número de cristãos da Presença Real, mesmo depois que o Papa Paulo VI, no documento " Mysterium Fidei", recordou-lhes claramente este dogma. Querem admitir, a exemplo dos protestantes, apenas um presença espiritual do Cristo na alma daquele que comunga; mas os sinais sacramentais do pão e do vinho consagrados seriam puros símbolos, tal como a água do batismo, que não é e não permanece senão simples água, ainda que significando e realizando pela palavra que a acompanha – a purificação da alma. Depois da comunhão, as hóstias que não houvessem sido consumidas, dizem eles, não seriam mais, nesse caso, senão pão, podendo ser atiradas fora como coisas profanas... A própria discrição com que, em certas igrejas, cercam o sacrário, já manifesta esta falta de fé profunda na presença real, e portanto, na palavra onipotente do Cristo: "Isto é meu Corpo! Isto é meu sangue!" Eis porque Deus permitiu para todos que duvidam da presença eucarística do Cristo ou que a negam, que um milagre, que dura há mais de 12 séculos, fosse nos últimos anos, posto em evidência e verificado pela própria ciência. Por minha parte, eu ouvira falar do milagre de Lanciano, mas o fato me havia parecido tão forte, que desejei tomar conhecimento dele e julgá-lo por mim mesmo no próprio local. A pequena cidade Italiana de Lanciano nos Abrozzes encontra-se a 4 km da estrada de rodagem Pescara-Bari, que contorna o Adriático, um pouco ao sul da Pescara e de Chies. Em uma igrejinha desta cidade, igreja dedicada a S. Legoziano ( que se identifica com S. Longiano, o soldado que transpassou o coração de Cristo com a lança na cruz), no VIII século, um monge basiliano durante a celebração da Missa, depois de ter realizado a dupla consagração do pão e do vinho, começou a duvidar da presença na hóstia e no cálice, do Corpo e do Sangue do Salvador. Foi então que se realizou o milagre: diante dos olhos do Padre, a hóstia se tornou um pedaço de carne viva; e no cálice o vinho consagrado torna-se verdadeiro sangue, coagulando-se em cinco pedrinhas irregulares de formas e tamanhos diferentes. Conservaram se esta carne e este sangue milagrosos, e no correr dos séculos várias pesquisas eclesiásticas foram realizadas. Quiseram, em nossos dias, verificar a autenticidade do milagre, e 18 de novembro de 1970, os Frades Menores Conventuais que têm a seu cuidado a igreja do Milagre decidiram, com a autorização de Roma, a confiar a um grupo de peritos a análise científica daquelas relíquias, datadas de doze séculos.As pesquisas foram feitas em laboratório, com estrito rigor, pelos professores Linoli e Bertelli, este último da Universidade de Siena. A 4 de março de 1971, estes cientistas davam suas conclusões, que em inúmeras revistas de ciência, do mundo inteiro divulgaram em seguida. Ei-las: "A Carne é verdadeiramente carne. O Sangue é verdadeiro sangue. Um e outro são carne e sangue humanos. A carne e o sangue são do mesmo grupo sangüíneo (AB). A carne e o sangue são de uma pessoa VIVA. O diagrama deste sangue corresponde a de um sangue homano que tenha sido retirado de um corpo humano NAQUELE DIA MESMO. A Carne é constituída de tecido muscular do CORAÇÃO (miocárdio). A conservação destas relíquias, deixadas em estado natural durante séculos e expostas à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário". Fica-se estupefato diante de tais conclusões, que manifestam de maneira evidente e precisa a autenticidade deste milagre eucarístico. Antes mesmo de as darem a conhecer de modo oficial, os peritos, no fim de sua analises, enviaram aos Padres Franciscanos de Lanciano o seguinte telegrama: " Et Verbum caro factum est" (E "o Verbo se fez carne.") Telegrama este, que é um ato de fé. Outro detalhe inexplicável: pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado (e todos são de tamanhos diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco pedrinhas juntas! Deus parece brincar com o peso normal dos objetos. Inútil dizer-vos que nesta igreja, celebrei a Missa votiva do Santíssimo Sacramento com uma fé renovada: o senhor, por meio de tal milagre vem, verdadeiramente, em socorro de nossas incredulidades. E depois que foram conhecidas as conclusões dessa pesquisa científica, os peregrino vem de toda a parte venerar a Hóstia que se tornou carne e o vinho consagrado, que se tornou sangue. Quanto a mim dois fatores me espantam. O primeiro é que se trata de carne e sangue de uma pessoa VIVA, vivendo atualmente, pois que esse sangue é o mesmo que tivesse sido retirado, naquele dia mesmo, de um ser vivo! É bem uma prova direta de que Jesus Cristo ressuscitou verdadeiramente, que a Eucaristia é o Corpo e o Sangue de Cristo glorioso, assentado a direita do Pai e que, tendo saído do túmulo na manhã da Páscoa, não pode mais morrer. Tantas tolices tem sido ditas, nesses últimos anos, contra a ressurreição do Cristo! Algum, desejariam, com emprenho que essa ressurreição não fosse senão um símbolo, elaborado como que um mito pela piedade muito ardente dos primeiros cristãos!...Ora, eis eu a ciência vem de certo modo, em nosso socorro. Foi verdadeiramente na carne que o Cristo morreu e foi verdadeiramente também na carne, que Jesus ressuscitou no terceiro dia. E a mesma Carne –verdadeira carne nos é dada vida na Eucaristia, para que possamos viver da vida de Cristo! Não é a carne de um distante cadáver, mas uma carne animada e gloriosa. Portanto, vendo a Hóstia consagrada, posso dizer como o Apóstolo Tomé, oito dias depois da Páscoa quando colocou os dedos nas chagas de Cristo " Meu Senhos e meus Deus" é bem a carne viva do Deus vivo!" Um segundo fato impressiona-me ainda mais: a Carne que lá esta é a carne do Coração. Não a carne de qualquer parte do Corpo adorável de Jesus, mas a do músculo que propulsiona o Sangue – e por tanto a vida – ao corpo inteiro, do músculo que é também o símbolo mais manifesto e o mais eloqüente do amor do Salvador por nós. Quando Jesus se entrega a nós na Eucaristia, é verdadeiramente seu próprio Coração que ele nos da a comer, é ao seu amor que nós comungamos, um amor manso e humilde como esse Coração mesmo, um amor poderoso e forte mais que a morte, e que é o antídoto dos fermentos de morte física e espiritual que carregamos em nossa "carne de pecado". A Eucaristia é, na verdade, o dom por excelência do Coração de Jesus. S. João nos diz no começo do capítulo XIII de seu Evangelho, antes de nos falar do preparativos da ultima Ceia de Jesus: "Tendo amado os seus que estavam no mundo. Ele os amou ate o fim". Não tanto querendo significar: ate o fim de sua vida terrestre, mas ate os últimos excessos de onde poderia chegar a ternura de um Deus feito homem, do Amor infinito, tornando carne: Meu Coração é tão apaixonado de amor pelos homens" dira um dia o Cristo em Parayle-Monial, revelando seu Coração a Santa Margarida Maria. Uma paixão que o conduzi a cruz, que torna hoje presente sobre nossos altares em nossos sacrários e ate em nossos corações. Esta declarado em nosso Credo que Jesus, depois de sua morte, desceu aos infernos". Ressuscitado vivo, ele ai desce ainda hoje: ele vem à lama de nossos corações para arranca-los dessa lama. Ele vem a esses lugares de morte eterna. Ele vem em nossos corações, nos quais entrou o pecado – arrancar-nos da morte eterna e fazer-nos viver de sua vida divina. Seu Coração imaginou tudo isso, para testemunhar-nos – e de maneira singularmente eficaz – seu afeto se limites. Guardemos isto, em todo o caso: na Eucaristia eu recebo o Cristo todo inteiro, mas é verdadeiramente que se da e que eu como. Não tínhamos também nós, necessidade de revigorar a nossa fé na Eucaristia? E não foi sem razão que Deus permitiu que o milagre de Lanciano, antigo de 12 séculos e sempre atual, nos fosse apresentado hoje pela própria ciência, por esta ciência que alguns queriam colocar em oposição com a fé ou que a pudesse substituir. Fiz questão de comunicar-vos as reflexões que me inspirou o conhecimento deste milagre, e a emoção profunda que ele produziu em minha alma. Agora que me aproximo do SS. Sacramento com renovado respeito à ação de graças, adoração, amor renovados. E não duvido que vos tendo comunicado o que eu mesmo descobri em Lanciano, não tenhas também vós, diante da divina Eucaristia um sentimento mais vivo da presença do Verbo feito Carne que vem habitar em nós, o Cristo ressuscitado, que nos ama com uma ternura infinita entretanto humana. Jesus o prometeu: "Eis que estou convosco até a consumação dos séculos. Sim, até o fim do mundo. Ele, o Verbo tornado Carne, desce em nossa carne e nos fez viver de sua vida eterna e gloriosa... Padre Jean Ladame ( Chenoves 71940 SAINT BOIL, França) Traduzido da revista "La Revue du Rosaire", dos PP. Dominicanos de Saint-Maximin-nºde junho de 1976
Fonte: www.nsrasalette.org.br

O Milagre Eucarístico de Lanciano e a Ciência

Nossos sacrários mantêm entre nós a realidade da Encarnação: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós..." E habita ainda verdadeiramente presente entre nós, não somente de uma maneira espiritual, mas com seu próprio Corpo – "Ave verum corpus, natum de Maria Virgine" canta a Igreja diante do SS. Sacramento: "Salve verdadeiro corpo, nascido da Virgem Maria, corpo que sofreu verdadeiramente e foi verdadeiramente imolado pela salvação dos homens". Esta presença real da carne de Cristo (é uma carne viva, unida à alma e a divindade do Verbo, pois Jesus esta hoje ressuscitado) é admiravelmente manifestada pelo milagre de Lanciano. Um milagre que dura 12 séculos e que a ciência acaba de examinar, e diante do qual, ela teve que se inclinar. Sim, um milagre, e bem destinado ao nosso tempo de incredulidade. Pois, como diz São Paulo, os milagres são feitos não para aqueles que crêem, mas para os que não crêem. Ora, hoje em dia, um certo número de cristãos da Presença Real, mesmo depois que o Papa Paulo VI, no documento " Mysterium Fidei", recordou-lhes claramente este dogma. Querem admitir, a exemplo dos protestantes, apenas um presença espiritual do Cristo na alma daquele que comunga; mas os sinais sacramentais do pão e do vinho consagrados seriam puros símbolos, tal como a água do batismo, que não é e não permanece senão simples água, ainda que significando e realizando pela palavra que a acompanha – a purificação da alma. Depois da comunhão, as hóstias que não houvessem sido consumidas, dizem eles, não seriam mais, nesse caso, senão pão, podendo ser atiradas fora como coisas profanas... A própria discrição com que, em certas igrejas, cercam o sacrário, já manifesta esta falta de fé profunda na presença real, e portanto, na palavra onipotente do Cristo: "Isto é meu Corpo! Isto é meu sangue!" Eis porque Deus permitiu para todos que duvidam da presença eucarística do Cristo ou que a negam, que um milagre, que dura há mais de 12 séculos, fosse nos últimos anos, posto em evidência e verificado pela própria ciência. Por minha parte, eu ouvira falar do milagre de Lanciano, mas o fato me havia parecido tão forte, que desejei tomar conhecimento dele e julgá-lo por mim mesmo no próprio local. A pequena cidade Italiana de Lanciano nos Abrozzes encontra-se a 4 km da estrada de rodagem Pescara-Bari, que contorna o Adriático, um pouco ao sul da Pescara e de Chies. Em uma igrejinha desta cidade, igreja dedicada a S. Legoziano ( que se identifica com S. Longiano, o soldado que transpassou o coração de Cristo com a lança na cruz), no VIII século, um monge basiliano durante a celebração da Missa, depois de ter realizado a dupla consagração do pão e do vinho, começou a duvidar da presença na hóstia e no cálice, do Corpo e do Sangue do Salvador. Foi então que se realizou o milagre: diante dos olhos do Padre, a hóstia se tornou um pedaço de carne viva; e no cálice o vinho consagrado torna-se verdadeiro sangue, coagulando-se em cinco pedrinhas irregulares de formas e tamanhos diferentes. Conservaram se esta carne e este sangue milagrosos, e no correr dos séculos várias pesquisas eclesiásticas foram realizadas. Quiseram, em nossos dias, verificar a autenticidade do milagre, e 18 de novembro de 1970, os Frades Menores Conventuais que têm a seu cuidado a igreja do Milagre decidiram, com a autorização de Roma, a confiar a um grupo de peritos a análise científica daquelas relíquias, datadas de doze séculos.As pesquisas foram feitas em laboratório, com estrito rigor, pelos professores Linoli e Bertelli, este último da Universidade de Siena. A 4 de março de 1971, estes cientistas davam suas conclusões, que em inúmeras revistas de ciência, do mundo inteiro divulgaram em seguida. Ei-las: "A Carne é verdadeiramente carne. O Sangue é verdadeiro sangue. Um e outro são carne e sangue humanos. A carne e o sangue são do mesmo grupo sangüíneo (AB). A carne e o sangue são de uma pessoa VIVA. O diagrama deste sangue corresponde a de um sangue homano que tenha sido retirado de um corpo humano NAQUELE DIA MESMO. A Carne é constituída de tecido muscular do CORAÇÃO (miocárdio). A conservação destas relíquias, deixadas em estado natural durante séculos e expostas à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário". Fica-se estupefato diante de tais conclusões, que manifestam de maneira evidente e precisa a autenticidade deste milagre eucarístico. Antes mesmo de as darem a conhecer de modo oficial, os peritos, no fim de sua analises, enviaram aos Padres Franciscanos de Lanciano o seguinte telegrama: " Et Verbum caro factum est" (E "o Verbo se fez carne.") Telegrama este, que é um ato de fé. Outro detalhe inexplicável: pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado (e todos são de tamanhos diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco pedrinhas juntas! Deus parece brincar com o peso normal dos objetos. Inútil dizer-vos que nesta igreja, celebrei a Missa votiva do Santíssimo Sacramento com uma fé renovada: o senhor, por meio de tal milagre vem, verdadeiramente, em socorro de nossas incredulidades. E depois que foram conhecidas as conclusões dessa pesquisa científica, os peregrino vem de toda a parte venerar a Hóstia que se tornou carne e o vinho consagrado, que se tornou sangue. Quanto a mim dois fatores me espantam. O primeiro é que se trata de carne e sangue de uma pessoa VIVA, vivendo atualmente, pois que esse sangue é o mesmo que tivesse sido retirado, naquele dia mesmo, de um ser vivo! É bem uma prova direta de que Jesus Cristo ressuscitou verdadeiramente, que a Eucaristia é o Corpo e o Sangue de Cristo glorioso, assentado a direita do Pai e que, tendo saído do túmulo na manhã da Páscoa, não pode mais morrer. Tantas tolices tem sido ditas, nesses últimos anos, contra a ressurreição do Cristo! Algum, desejariam, com emprenho que essa ressurreição não fosse senão um símbolo, elaborado como que um mito pela piedade muito ardente dos primeiros cristãos!...Ora, eis eu a ciência vem de certo modo, em nosso socorro. Foi verdadeiramente na carne que o Cristo morreu e foi verdadeiramente também na carne, que Jesus ressuscitou no terceiro dia. E a mesma Carne –verdadeira carne nos é dada vida na Eucaristia, para que possamos viver da vida de Cristo! Não é a carne de um distante cadáver, mas uma carne animada e gloriosa. Portanto, vendo a Hóstia consagrada, posso dizer como o Apóstolo Tomé, oito dias depois da Páscoa quando colocou os dedos nas chagas de Cristo " Meu Senhos e meus Deus" é bem a carne viva do Deus vivo!" Um segundo fato impressiona-me ainda mais: a Carne que lá esta é a carne do Coração. Não a carne de qualquer parte do Corpo adorável de Jesus, mas a do músculo que propulsiona o Sangue – e por tanto a vida – ao corpo inteiro, do músculo que é também o símbolo mais manifesto e o mais eloqüente do amor do Salvador por nós. Quando Jesus se entrega a nós na Eucaristia, é verdadeiramente seu próprio Coração que ele nos da a comer, é ao seu amor que nós comungamos, um amor manso e humilde como esse Coração mesmo, um amor poderoso e forte mais que a morte, e que é o antídoto dos fermentos de morte física e espiritual que carregamos em nossa "carne de pecado". A Eucaristia é, na verdade, o dom por excelência do Coração de Jesus. S. João nos diz no começo do capítulo XIII de seu Evangelho, antes de nos falar do preparativos da ultima Ceia de Jesus: "Tendo amado os seus que estavam no mundo. Ele os amou ate o fim". Não tanto querendo significar: ate o fim de sua vida terrestre, mas ate os últimos excessos de onde poderia chegar a ternura de um Deus feito homem, do Amor infinito, tornando carne: Meu Coração é tão apaixonado de amor pelos homens" dira um dia o Cristo em Parayle-Monial, revelando seu Coração a Santa Margarida Maria. Uma paixão que o conduzi a cruz, que torna hoje presente sobre nossos altares em nossos sacrários e ate em nossos corações. Esta declarado em nosso Credo que Jesus, depois de sua morte, desceu aos infernos". Ressuscitado vivo, ele ai desce ainda hoje: ele vem à lama de nossos corações para arranca-los dessa lama. Ele vem a esses lugares de morte eterna. Ele vem em nossos corações, nos quais entrou o pecado – arrancar-nos da morte eterna e fazer-nos viver de sua vida divina. Seu Coração imaginou tudo isso, para testemunhar-nos – e de maneira singularmente eficaz – seu afeto se limites. Guardemos isto, em todo o caso: na Eucaristia eu recebo o Cristo todo inteiro, mas é verdadeiramente que se da e que eu como. Não tínhamos também nós, necessidade de revigorar a nossa fé na Eucaristia? E não foi sem razão que Deus permitiu que o milagre de Lanciano, antigo de 12 séculos e sempre atual, nos fosse apresentado hoje pela própria ciência, por esta ciência que alguns queriam colocar em oposição com a fé ou que a pudesse substituir. Fiz questão de comunicar-vos as reflexões que me inspirou o conhecimento deste milagre, e a emoção profunda que ele produziu em minha alma. Agora que me aproximo do SS. Sacramento com renovado respeito à ação de graças, adoração, amor renovados. E não duvido que vos tendo comunicado o que eu mesmo descobri em Lanciano, não tenhas também vós, diante da divina Eucaristia um sentimento mais vivo da presença do Verbo feito Carne que vem habitar em nós, o Cristo ressuscitado, que nos ama com uma ternura infinita entretanto humana. Jesus o prometeu: "Eis que estou convosco até a consumação dos séculos. Sim, até o fim do mundo. Ele, o Verbo tornado Carne, desce em nossa carne e nos fez viver de sua vida eterna e gloriosa... Padre Jean Ladame ( Chenoves 71940 SAINT BOIL, França) Traduzido da revista "La Revue du Rosaire", dos PP. Dominicanos de Saint-Maximin-nºde junho de 1976
Fonte: www.nsrasalette.org.br

terça-feira, 17 de junho de 2008

Terminou Sexta -feira última a formação sobre Gestão Financeira e contabilidade. O Seminário teve lugar no CESAFE (Centro Saletino de Formação e Espiritualide, de 9-13 de Junho do corrente ano. Participaram deste Encontro, ecónomos das comunidades e tambem Superiores de comunidades. De salientar que o encontro foi organizado pela comissão económica (na pessoa do Padre Ngonga, Ecónomo Regional e membro da respectiva comissão. Foram preleitores (formadores) dois jovens estudantes do curso de economia da universidade Agostinho Neto. DIga-se, em abono da verdade, o jovens estiveram a altura de transmitir toda a bagagem que eles tinham. Desde ja estes jovens estão parabéns. Os parcipantes ficaram regozijados e louvaram a inicitiva da comissão económica, fazendo fé nas palavras Superior Regional, Pe.Venâncio Nunda. Parabéns, bem haja!
Pe.Santos, no CESAFE.

segunda-feira, 3 de março de 2008

7 Diáconos para o Serviço do Reino

Foi com muita alegria que os missionários de La Salette e não só, viveram o dia 17 de Fevereiro de 2008, na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus na Catumbela. Foram ordenados neste dia e no mesmo lugar mais 7 novos obreiros, que ascenderam ao 1ºgrau sacerdócio (diáconos). Tratam-se de Alberto Gabriel Campos, Graciano Tchiloya Kambwa, Higino Mutapi, Lino Uhenge, Lourenço Matias Ndimba, Monteiro Guerra Matias e Martinho Kweyengo Huambo. Na sua homilia, Padre Eduardo Alexandre, Vigário Geral da Diocese de Benguela, (encarregado de fazer a homilia pelo Bispo), salientou o significado do Diaconado, quem é o diácono e o que deve fazer. O Vigário não se esqueceu de lembrar aos ordenandos a prática da oração como a força catalizadora para o sucesso na vida sacerdotal. Para o Diácono Lino Uhenge, que falou em nome de todos, isto é uma graça de Deus, que afinal não vale a pena desperdiça-la. É um grande desafio este ministério, se tivermos em conta o mundo em que estaremos envolvidos, rematou. A Missa foi animada pela fraternidade Saletina, que com conseguiu elevar as almas de todos os que participaram desta celebração ao Sempiterno. Os novos obreiros foram colocados: Alberto G.Campos na Missão do Malongo; Graciano Tchiloya Kambwa, na Mapunda – Lubango; Higino Mutapi, na Missão do Mussolo – Malange; Lino Uhenge, na Missão Católica do Cubal; Lourenço Matias Ndimba na Comunidade do Huambo; Monteiro na Paróquia de Opuwo; e Martinho Kweyengo Huambo na Missão de Santiago – Kalukembe. Rezemos pelos nossos Diáconos para que eles tenham sucessos na nova Missão que lhes foi incumbida.. Participaram da Celebração sacerdotes; religiosos e religiosas de diferentes Congregações, vários convidados com destaque para o Administrador Comunal da Catumbela, o Senhor Bento. Por: Pe.António dos Santos Tchindau, MS A partir da Catumbela

LA SALETTE, UM LUGAR DE LUZ

A luz envolve todo o cenário da Aparição de La Salette. «No fundo de um valezinho subitamente vêem um globo de fogo. Dentro da deslumbrante luz distinguem uma senhora… É alta e toda de luz […]. Do crucifixo emana toda a luz de que se compõe a aparição, luz que brilha em diadema sobre a fronte da bela senhora» (Dos Anais de La Salette, citação do prologo da RV dos MS, versão portuguesa, pp. 7-8). Quem conhece La Salette, pode facilmente discordar comigo e achar simplesmente poético e devocional o título deste pequeno artigo: «La Salette, um lugar de Luz». De facto, olhando para a realidade actual do lugar da Aparição, aquela luz que o envolveu parece ter deixado de brilhar naquele mesmo dia 19 de Setembro de 1846: estátuas de bronze sem qualquer brilho, cobertas de neve durante o Inverno... Tudo isto parece contrastar com o ambiente de luz em que decorreu a aparição; e, actualmente, parece contrastar também com outros pormenores ao redor: aquela luz emitida durante a noite pela cruz saletina sobre o monte Planeau que permite visualizar o Santuário de La Salette a uma longa distância, aquela espectacular iluminação da ‘‘chapelle de la rencontre’’… só para citar alguns de muitos exemplos que mais do que ao peregrino, só iriam impressionar ao ‘‘turista’’. É claro que muitos que foram a La Salette como turistas acabaram por se converter em peregrinos, não no contacto com o exterior mas no contacto com o interior, no contacto com o significado de La Salette na sua totalidade. E essa ‘‘luz’’ tem qualquer significado para a compreensão total do significado do evento de La Salette para nós e para o itinerário espiritual dos cristãos e não só? O que gostaríamos de destacar nesta reflexão não é, pois, a luz externa que os nossos dois olhos podem captar e sujeita às leis da física, mas a presença actual e actuante da mesma luz que há mais de 160 anos brilhou na santa montanha não só como real mas sobretudo como simbólica, imagem daquela Luz para a qual aponta todo o conteúdo da Mensagem de Maria em La Salette: Cristo! Afinal, o encontro com o Mistério Redentor de Cristo que La Salette proporciona – e ao qual sempre chama os fiéis – faz dela um lugar sempre de Luz, de Páscoa permanente, um Tabor de transfiguração, de conversão e de aprofundamento de fé para muitas personalidades. Muitos que vão a La Salette com o simples intuito de falar com Nossa Senhora de repente se vêem envolvidos em conversa com Jesus a dizer-lhes «Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida» (Jo.8, 12; Cf. 9, 5) e envoltos da glória da Sua luz Pascal. A Mãe é sempre caminho para o Filho! Aquela luz da Aparição, na verdade, não aponta senão para a realidade do Ressuscitado! O que é mesmo difícil é abrir os olhos, ou melhor, aceitar abrir os olhos interiores para ver a luz da vida. Para tal urge empreender a longa, humilhante e dura viagem da aceitação de mim mesmo, da minha miséria, das trevas em que me encontro para sentir o gosto de ver a luz. Não será este um dos sentidos da penitência quaresmal? Não será que a Luz do Ressuscitado brilhará plenamente para quem estiver disposto a gritar insistentemente como Bartimeu? ( Cf. Mc. 10, 46-48).
Por: Pe.Celestino Muhatili, MS
A partir de Roma

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Seminário dos Açores Recebe um novo meio rolante

O dia 28 de Fevereiro fica na história. Neste dia houve uma cerimónia de entrega do novo carro, de marca Hilux (Novo Modelo). A cerimónia teve lugar no Seminário Propedeutico Saletino, vulgo Açores, presidida pelo Padre Venâncio Nunda, Superior Regional dos MS em Angola. No momento de entrega Padre Nunda apelou à responsabilidade séria no uso do novo meio rolante. Padre Nunda afirmou mesmo que o carro é Seminário e não é um carro pessoal. Com efeito, deve atender às necessidades de todos os membros da Comunidade e do Seminário. O Superior chamou atenção para que o carro não fosse motivo de intrigas, de disputas. Que os membros da Comunidade soubessem usar o carro mediante os horários. "Cada um tem as suas necessidades, o outro também as tem. Neste sentido cada devia ver quando é que o outro sai e quando é que volta para também dar tempo ao outro", rematou. Por sua vez, o Padre João Tchikete, Superior da Comunidade e Reitor do Seminário manifestou a sua satisfição, agradecendo em primeiro lugar a Deus e depois ao Conselho Regional que com muitas dificuldades conseguiu este meio rolante tão importante para o Seminário. Padre Tchikete afirma mesmo que os momentos dificéis passaram. Agora, é o outro tempo. Nas suas palavras nao se esqueceu de abordar os momentos dificéis que eles e seus seminaristas passaram. Mas, tudo isto entregou nas mãos de Deus.
Caro leitor, leia na intrega as palavras do Padre João Tchikete aquando da recepção da nova viatura:
O nosso 1º sentimento é de acção de graças a Deus, que permitiu que chegássemos até este momento, e que também permitiu que realizássemos nossos trabalhos como de facto os realizamos. Ao receber esta viatura eu agradeço imenso ao esforço do Conselho. Nós sabemos que estamos um bocadinho numa fase seca, digamos de poucos meios, mas apesar de tudo, o conselho sabendo, conhecendo, definindo o que é o Seminário sempre teve em conta que realmente uma casa de formação precisa de um meio como este. Não se podia fazer na altura porque faltaram meios, creio que com muita criatividade e com a ajuda dos benfeitores realiza-se hoje o nosso sonho e sempre, também digo que fomos gente de esperança. Apesar de muitas dificuldades por onde passamos, já chegamos a levar formandos por cima das motorizadas para o hospital, enviarmos seminaristas ao mercado através de Táxis, fazermos compras através de Táxis e penso que este capitulo fica para atrás. Obviamente que o sentimento também é de gratidão é de alegria; as nossas caminhadas debaixo do sol e com poeira à mistura também ficam para trás. Da nossa parte fica uma responsabilidade e cooperação com aqueles que tudo fizeram para que nós tivéssemos este meio. Esta cooperação passa pelo cuidado que devemos ter com este meio para que não sirva só a nós, que neste momento estamos na casa de formação, mas também sirva os outros que amanhã também poderão vir para esta casa de formação.
Pe.António dos Santos Tchindau, MS
repórter em Acção

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

As Irmãs Saletinas de Angola têm Novo Conselho

As Irmãs de nossa de Nossa Senhora de La Salette, reunidas em capitulo Regional, na Catumbela – Benguela, de 17-22 de Novembro de 2007, presidido pela Superiora Geral, Irmã Marie Victoire, com a presença da Irmã Maria da Glória Nangueve, conselheira Geral da referida Congregação elegeram, de acordo o Espírito Santo, a nova Superiora Regional, a Irmã Renata Kotepa. Para além dela foram também eleitas a Irmã Regina Flora Inácio para o cargo de Vigária Regional, a Irmã Laurinda Ngandala como 1ª Conselheira, a Irmã Emma para o caro de 2ª Conselheira e a Irmã Inácia de Carvalho para o cargo de 3ª Conselheira. Este novo Conselho substitui o conselho que era liderado pela Irmã Rita Wandi. A este novo conselho vão os nossos votos de bom trabalho e êxitos nos novos desafios. Esta é a segunda vez que as Irmãs saletinas em Angola se reúnem em capítulo regional, depois do 1º capítulo realizado em 2004, em que elegeram a irmã Rita Wandi que se seguiu à fusão realizada aos 19 de Setembro de 2004 entre as irmãs mensageiras e as irmãs de Nossa Senhora de La Salette. As irmãs participaram vivamente deste capítulo, abordando assuntos de vária índole ligados mormente à vida comunitária, pastoral e espiritual e não só. Foi um momento de louvor e acção de graças que se representam nas maravilhas que Deus opera no seio de todas as pessoas e comunidades, em todos os tempos e lugares. Deus seja louvado porque afinal ocasiões deste género em que pessoas da mesma família se reencontram são impares. A Irmã Renata Kotepa é natural da Ganda. Fez os primeiros votos aos 22 de Julho de 1997 no Ndunde e fez os perpétuos aos 19 de Setembro de 2004 na Se Catedral em Benguela. É a 2ª Superiora Regional, depois da Irmã Rita Wandi.
Pe.António dos Santos Tchindau, MS

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Irmãs de Nossa Senhora de La Salette em Festa

Aos 15 de Novembro de 2007, na Missão Católica de Santo da Catumbela, emitiu os Votos Perpétuos a Irmã Tecla Kwayela, nas mãos da Ir.Marie Victoire, Superiora Geral da referida Congregação. A Missa foi presidida por Sua Excelência Reverendíssima D.Óscar Braga, Bispo da Diocese de Benguela. O prelado louvou a coragem de entrega definitiva por parte da nossa querida irmã, já que neste mundo com tantas oportunidades que são oferecidas não tem sido fácil homens e mulheres se oferecerem ao serviço do Senhor de maneira definitiva, rematou. Foi um acto bem vivido, em que os fiéis aproveitaram este momento para dirigirem as suas súplicas e elevarem as suas almas ao Sempiterno. A celebração contou com a presença de muitos sacerdotes, religiosos e religiosas, entidades administrativas locais, muitos fiéis e não só (a salientar a presença da Ir.Victoire, Superiora Geral e da Ir.Maria da Glória Nangueve do Conselho geral e a trabalhar no Brasil). A irmã que professou definitivamente considerou este momento como uma dádiva de Deus. Deus é vida, é Tudo. A Ele cantarei eternamente o hino de louvor, disse.De salientar que a Irmã Tecla Kwayela emitiu os seus primeiros votos aos 22 de Julho de 1997 no Ndunde-Ganda, aquando do 25ºaniversário sacerdotal do Pe.Joaquim Hatewa (que , começou com as irmãs saletinas). Faz parte, portanto, do 1ºgrupo de irmãs, enquanto mensageiras. que emitiu os primeiros votos neste mesmo dia 22 de Julho. E se torna assim do terceiro grupo de irmãs que professaram perpétuamente nesta Congregação em Angola.

Pe.António dos Santos Tchindau, MS

ENTREVISTA COM O ARCEBISPO DE WINDOEK - NAMÍBIA

Em finais do mês de Julho e princípios de Agostos a Região de Angola teve uma visita impar. Trata-se de D. Liborius Ndumbukuti Nashenda, Arcebispo de Windoek. Nesta sua curta passagem por Angola, tendo participado da reunião da IMBISA não se esqueceu de visitar os Missionários Saletinos. Ficou alguns dias na Catumbela. O Angolasaletteinfo foi encontro e extraiu-lhe palavras. Numa conversa interessante, o prelado falou dos motivos da sua presença em Angola e sobretudo do motivo da sua visita aos Missionários saletinos. Na sua simplicidade mostra um certo entusiasmo sobretudo com a ligação com os missionários angolanos. Não vale a pena perder, leia e comente.

Por: P.João Baptista Somboti e P.António dos Santos Tchindau, MS.

Línguas usadas: Português e Ingles; Tradutor: Pe.Avelino Sangameya, MS

1-Angola saletteInfo: Senhor Arcebispo, quais os verdadeiros motivos da sua vinda a Angola?

Arceb.: Em primeiro lugar, eu vim à Conferência da IMBISA que teve lugar em Luanda. E basicamente, IMBISA quer dizer, uma plataforma através da qual os Bispos da África Austral vêm juntos para trocarem impressões sobre certos aspectos pastorais nesta Região da nossa África. Desta conferência participaram os Bispos de Angola, São Tomé, Namíbia, Zimbabwe, África do Sul, Lesotho, Moçambique, Botswana e Swazilândia. Em Segundo lugar, quando fiz o plano de vir `a Conferência também pensei em encontrar-me com o Conselho Regional dos Missionários de Nossa Senhora de La Salette, pois eles têm seus membros a trabalharem na minha Arquidiocese. Então, quis chegar até aqui para constatar in loco a situação dos Missionários, as Missões onde eles trabalham pastoralmente como Saletinos. Esta é a razão pela qual me desloquei `a Benguela e concretamente à vila da Catumbela.

2-ASI – O Sr. Arcebispo fez um périplo pelo interior do País, nomeadamente Kwanza Sul e Huambo. O que é que esses lugares representam para si, Sr. Arcebispo?

Arceb.: Em primeiro lugar, eu não queria chegar só a Luanda; queria ir até ao interior para ter um quadro global do que está acontecer em Angola neste preciso momento, pois Angola e Namíbia têm algo em comum: ambos experimentamos longos anos de Guerra. Mas agora, de um modo geral, alcançámos a paz. E eu queria ver, a grosso modo, qual é a situação real do povo, qual é o seu sentimento depois de se ter alcançado a paz em 2002. Esta foi a razão pela qual decide fazer este périplo, através da hospitalidade dos Missionários de La Salette, de modo muito especial, o Conselho Regional que colocou `a minha disposição uma viatura para o efeito. Neste passeio que acabas de mencionar, tive o privilégio de visitar dois ex-campos onde os Namibianos viveram exilados por mais de trinta anos antes da independência do nosso País. Estes dois elementos (os campos) jogaram um papel de relevo na minha vida como namibiano. E esses dois lugares situam-se um em Kwakra (perto do Sumbe) e o outro em Kalulu (perto do Dondo). Em Segundo lugar, visitando diversos lugares, sobretudo onde tivemos acomodação, pude ter uma ideia clara do trabalho missionário que a Igreja Católica está a desenvolver neste País. Pude constatar como os presbíteros, as religiosas e os leigos trabalham arduamente para reconstruírem as Missões e criarem condições dignas para uma evangelização adequada. Politicamente, constatei in loco o quanto o Governo está engajado nesse processo de reconstrução nacional, ensaiando e implementando diversos projectos a fim de reconstruir e/ou renovar as infra-estruturas destruídas pela Guerra. Economicamente, pude ver o povo a começar a trabalhar as suas hortas e nacas para produzir algo e ganhar a vida, e também fazer algum negócio a fim de tocar a vida para frente. Socialmente, pude sentir que o povo está feliz e confiante que a paz veio mesmo para ficar. O povo aposta na atitude de que “agora temos de viver mesmo em paz, num espírito da reconciliação e reconstrução”. Basicamente ‘e tudo o que eu tive a honra e o privilegio de observar, duma forma muito limitada.

3-ASI – Na vertente Eclesial, qual é a diferença que o Sr. Arcebispo faria entre Angola e Namíbia?

Arceb.: Em primeiro lugar, Namíbia tem poucos católicos enquanto Angola é um País Católico. Aqui eu vi que a Igreja esta bem viva e activa e trabalhando muito para a inculturação. Em Segundo lugar, a Igreja aqui esta bem avançada para a auto-sustentabilidade, enquanto na Namíbia ainda estamos um pouco atrasados neste processo de fazer entender que os fiéis não estão ali só para receber, mas sim para fazer acontecer, mantendo viva a própria Igreja. Vejo que aqui já se avançou muito. Em terceiro lugar, gostaria de sublinhar aqui as relações Igreja-Estado: o Estado tem muito respeito para com a Igreja. Valoriza muito a actuação da Igreja. Da para sentir que Angola é mesmo um pais Católico. Desta forma, acredito eu, a Igreja Católica devia explorar este elemento para poder fazer mais, sobretudo na consolidação da Democracia, dando conselhos adequados ao Governo. Em quarto lugar, gostaria que a Igreja Católica continuasse a jogar o seu papel profético, publicitando e trabalhando pela paz e justiça, a fim de que economicamente possa haver uma redistribuição equitativa dos recursos de que Angola dispõe. Por último, gostaria de sublinhar que em Angola existem muitas vocações sacerdotais e/ou religiosas que mostram que a Igreja aos poucos esta caminhando para uma Igreja verdadeiramente local, o que é muito bom.

4-ASI – Feita esta sua apreciação nas relações Igreja-Estado, surge uma inquietação: não acha que essas relações muito boas podem minar o verdadeiro papel profético que deve caracterizar a Igreja?

Arceb.: Sim, e como já frisei antes, é muito importante que no contexto dessas relações, a Igreja Católica ainda devia manter uma certa distância de liberdade para poder dizer, criticar e aconselhar devidamente o Governo como o País deve ser governado. As relações boas, não significam que a Igreja deve ficar satisfeita ou concordar com tudo, até engolir os podres do governo. Boas relações significam crítica construtiva de e para ambos os lados. Na Namíbia também aprendemos com a mesma experiência: as nossas relações com o Governo são boas e muito saudáveis. Entretanto ainda nos reservamos o direito `a uma certa distância que nos permite exprimir a nossa opinião sem receio, e desta forma mantermos a nossa ética nas actuações. Na Namíbia decidimos ter dois encontros por ano com o Presidente da República. E nesses encontros o Presidente pergunta-nos, como Igreja, qual é a leitura que fazemos sobre a gerência do Governo em relação à coisa pública, (em resumo, como o Governo esta a trabalhar). Nestes fóruns, temos criticado e ajudado muito o Governo. Da mesma forma o Governo também não nos tem poupado onde eventualmente estejamos a falhar. Vezes houveram em que o Presidente dizia: vocês falam, falam, e pouco estão a fazer neste ou naquele assunto. Acho que isto é muito saudável. Portanto, a crítica construtiva não significa luta, mas sim partilha, apelo e orientação. E é desta forma que Igreja e Estado devem trabalhar.

5-ASI – Sr Arcebispo, depois da Conferência da qual acaba de participar, e do périplo que acaba de fazer pelo interior do pais, quais seriam as suas expectativas e seus receios em relação aos Bispos de Angola?

Arceb.: É difícil responder à esta pergunta, pois eu não tive a oportunidade de visitar todas as Dioceses de Angola que são tantas! Todavia, partilhando um pouco daquilo que foram as nossas discussões durante a conferência, começaria por dizer que o nosso tema foi “Boa Governação para o Desenvolvimento”, tanto na Igreja quanto no Estado. Boa Governação não foi só para os Bispos de Angola, mas sim para todos os Bispos da IMBISA. E boa Governação significa como devemos governar ou gerir as nossas Dioceses e nossas Paróquias. Na conferência três elementos da boa governação mereceram destaque: Accountability (Idoneidade); Transparency (Transparência) e Responsibility (Responsabilidade/Honestidade). Existem muitos elementos referentes à boa governação, sem dúvidas; mas esses três acima aduzidos foram os que consideramos muito importantes, e, por conseguinte, mereceram muita reflexão da parte dos Bispos. Brevemente receberemos as resoluções tomadas, e essas resoluções serão enviadas para todos os Bispos, e veremos, dentro de três anos como cada Bispo está a implementá-las em sua Diocese.

6-ASI – Temos missionários Saletinos que há mais de cinco anos trabalham na sua Arquidiocese. Acredito que foram para lá ao seu convite. Gostaria de saber o que o levou justamente a convidar os Saletinos, quando existem também outros missionários?

Arceb.: É muito simples. Para uma Igreja particular (Diocese) enriquecer-se tem que ser muilti-carismática. Eu acreditei que fazendo convite aos Missionários de Nossa Senhora de La Salette, eles enriqueceriam a nossa Igreja local com o seu carisma. Eu ouvi e li bastante sobre o trabalho missionário que os Saletinos desenvolveram cá em Angola: como ergueram as Missões, como se dedicam à causa missionária e como prepararam o terreno para eventualmente os Diocesanos assumirem suas responsabilidades. Este é, na verdade, o trabalho dos missionários dentro do contexto do seu carisma da RECONCILIACAO e ESPECIAL DEVOÇÃO À VIRGEM MARIA, NOSSA MÃE. De facto, agora falando dos que trabalham na minha Arquidiocese de Windhoek, fiquei muito impressionado com o seu zelo apostólico, como trabalham, sua atenção ao povo de Deus, etc., ao ponto de suplicar junto do Conselho Regional para me mandar mais membros para uma Segunda Missão. Neste preciso momento os Missionários de La Salette estão a evangelizarem e a gerir duas Missões na minha Arquidiocese. E eis porque estou aqui na Catumbela, para manifestar pessoalmente a minha gratidão ao Conselho Regional e estreitar ainda mais as nossas relações e consolidar a nossa cooperação no trabalho da evangelização.

MUITO OBRIGADO!

Breve história da presença saletina em Angola

A presença saletina em Angola começou em 1946, quando se celebrava o centenário da aparição de Nossa Senhora em La Salette. À seguir à concordata celebrada entre a Santa Sé e o Governo Português aos 7 de Maio de 1940 e conforme o acordo e o estatuto Missionário, a diocese de Angola e Congo, as prefeituras do Baixo Congo e do Cubango, como também as missões independentes da Lunda e do Cunene, foram remodeladas em arquidiocese de Luanda e nas dioceses de Nova Lisboa e de Silva Porto (1941). Em 1955 a diocese de Nova Lisboa cedeu destritos da Huíla e de Moçamedes para a formação da diocese de Sá da Bandeira; em 1970. Aos 3 de Fevereiro de 1946 celebrou-se na Igreja de paroquial de Möschwil (Suiça) a missão canónica dos primeiros oito saletinos destinados às missões de Angola. Passando pelo Santuário de La Salette, onde acolhem a bênção de Nossa Senhora em lágrimas, chegam à Lisboa. Aí ficam três meses para a aprendizagem da Língua Portuguesa. Com outros missionários, sobretudo holandeses, viajam no barco KWANZA e este aporta-os à Luanda. De Luanda chegam à Diocese de Nova Lisboa. Foram-lhes entregue as Missões de Ganda (Benguela) e Tchilengue (Huila), até então servidas pelos missionários do Espírito Santo. O Caminho-de-ferro de Benguela levou os padres Emílio Truffer, Rafael Meichtry, Edward Jud, João Damann e Otmar Schweizer à Ganda, onde começaram a actividade missionaria, bem como o estudo da língua dos nativos, o umbundu. Ao mesmo tempo, passando pela mata, os padres Justo Villiger, João Meier e Roberto Harder chegaram à Missão do Lukondo (Tchilenge), situada ao pé do monte Tchivila, onde vivem os vahumbi. Mais tarde os novos missionários puderam, com método e planificação alargar a sua acção e criar novas missões: em Tchindjendje (1947), do Kola (1952), Hanha(1954), Kalukembe(1962), Malongo (1964), Cubal (1965), Catumbela (1971), o seminário Maior no Huambo (1978) e mais tarde o Seminário Médio em Benguela (1986).